Atlantica quer ter refugiados em 40% dos hotéis até 2026
Rede aderiu ao Fórum Empresas com Refugiados, iniciativa de ACNUR e Pacto Global da ONU, para estruturar contratações e integração.
A Atlantica Hospitality International anunciou adesão ao Fórum Empresas com Refugiados, iniciativa conduzida pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e pelo Pacto Global da ONU no Brasil. A administradora hoteleira afirma que pretende chegar ao fim de 2026 com profissionais em situação de refúgio em 40% dos hotéis da rede.
Segundo a empresa, atualmente são 85 colaboradores em situação de refúgio distribuídos em 28% de seus hotéis. A frente faz parte do projeto Portas Abertas, que começou com contratações no hotel Clarion Faria Lima, em São Paulo, e passou a ter uma estrutura padronizada para a rede.
Com a entrada no fórum, a equipe de Gestão de Pessoas & Cultura da Atlantica passa a integrar grupos de trabalho globais e terá acesso, de acordo com a companhia, a guias e orientações técnicas da ONU voltadas aos processos de documentação e contratação. O objetivo declarado é organizar recrutamento, integração, desenvolvimento e permanência desses profissionais nas equipes.
Emprego formal é desafio para pessoas refugiadas
Até o fim de 2025, o Brasil havia reconhecido 165.774 pessoas como refugiadas, segundo a Secretaria Nacional de Justiça, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Pessoas solicitantes de refúgio e refugiadas podem ser contratadas formalmente no país.
Dados do ACNUR citados pela Atlantica apontam que 55,7% das pessoas refugiadas no Brasil estavam desempregadas, enquanto 16,3% atuavam na informalidade e 14,9% tinham vínculo formal. Entre as que trabalhavam, 55,4% não exerciam atividades compatíveis com sua formação ou experiência anterior.
A Atlantica informa ter aproximadamente 170 empreendimentos e 28 mil quartos em 74 cidades brasileiras. Além das pessoas refugiadas, o Portas Abertas inclui ações de empregabilidade para profissionais com mais de 50 anos, jovens no primeiro emprego, pessoas com deficiência, pessoas neurodivergentes e a comunidade LGBTQIAPN+.



