Catálogo registra 1.295 espécies no litoral do Paraná

Levantamento do Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange reúne coletas recentes e registros históricos de 115 anos.

O Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange, no litoral do Paraná, passou a integrar o Catálogo de Plantas das Unidades de Conservação do Brasil, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, com 1.295 espécies registradas. Segundo o projeto Estudos da Restauração, 854 dessas espécies, cerca de 66% do total, tiveram registros confirmados em coletas realizadas pela equipe de pesquisadores.

O levantamento foi feito pelo projeto Estudos da Restauração – Pesquisa, Estruturação e Planejamento, executado pelo Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais e financiado pelo Programa Biodiversidade Litoral do Paraná. De acordo com a fonte, o programa investiu cerca de R$ 750 mil para fortalecer a unidade de conservação e a cadeia de restauração na região.

Coletas e registros históricos

Durante aproximadamente um ano e meio, a equipe coletou 1.123 amostras botânicas em diferentes áreas do parque. O material passou a integrar coleções científicas, com depósito no Herbário Escola de Florestas Curitiba e duplicatas encaminhadas a herbários de instituições de ensino e pesquisa do Paraná e do Rio de Janeiro.

O trabalho também revisou registros históricos de coleções botânicas, reunindo informações produzidas ao longo de 115 anos sobre a flora da Serra da Prata. O registro mais antigo incluído no levantamento é de 1911, de um exemplar da orquídea Acianthera pubescens, coletado pelo botânico sueco Per Karl Hjalmar Dusén.

Diversidade da Mata Atlântica

Entre as angiospermas registradas, Orchidaceae é a família com maior riqueza no parque, com 127 táxons, seguida por Myrtaceae, com 75, e Fabaceae, com 49. O PNSHL tem aproximadamente 24,3 mil hectares e abrange áreas de Guaratuba, Matinhos, Morretes e Paranaguá.

Em maio de 2025, pesquisadores também registraram pela primeira vez no Paraná e na Região Sul a orquídea Bulbophyllum campos-portoi. O exemplar foi encontrado nas proximidades do Salto do Tigre, em Matinhos, ampliando o conhecimento sobre a distribuição geográfica da espécie, segundo o projeto.

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