Câncer de mama: 35,8% das internações foram antes dos 50
Análise de 104.049 altas hospitalares entre 2021 e junho de 2026 não mede a incidência da doença na população brasileira.
Um levantamento da Plataforma Valor Saúde Brasil by DRG Brasil + IA, do Grupo IAG Saúde, identificou que 35,8% das 104.049 internações cujo diagnóstico principal foi câncer de mama ocorreram entre pacientes de 18 a 49 anos. A análise reúne altas de hospitais públicos e privados de todas as regiões do país, entre janeiro de 2021 e junho de 2026.
Os dados não mostram quantas pessoas têm câncer de mama no Brasil nem indicam aumento da doença entre mulheres mais jovens. Segundo o Grupo IAG Saúde, eles retratam as hospitalizações registradas nas instituições participantes: perfil das pacientes, tempo de permanência, desfechos e custo assistencial previsto.
Internações representaram cerca de uma em cada cem no semestre
No primeiro semestre de 2026, foram registradas 10,1 internações por câncer de mama a cada mil internações na plataforma, ante 9,0 no mesmo período de 2025. O grupo ressalta que ainda é cedo para saber se a alta se manterá durante todo o ano. Como o número de hospitais participantes varia ao longo dos anos, o levantamento usa a proporção de internações.
A idade média das pacientes internadas foi de 56 anos. Além das pacientes de 18 a 49 anos, 24,5% tinham entre 50 e 59 anos; 22% entre 60 e 69; 12,8% entre 70 e 79; e 4,8% tinham 80 anos ou mais. Pacientes do sexo masculino corresponderam a 0,8% das internações.
Metástase esteve associada a internações mais graves
A permanência média foi de dois dias, e a mortalidade durante a hospitalização, de 3,9% no período analisado. Esse percentual se refere exclusivamente a mortes ocorridas durante a internação e não à taxa de mortalidade por câncer de mama ao longo do acompanhamento das pacientes.
Casos com metástase, quando o câncer se espalhou para outras partes do corpo, representaram 6,7% das internações. Neles, a mortalidade hospitalar foi de 31,2%, contra 1,9% entre pacientes sem metástase; o tempo médio de internação foi de 6,9 dias, ante 1,6 dia. Segundo o Grupo IAG Saúde, os dados apontam uma associação e não permitem atribuir os desfechos a uma causa única.
O estudo é observacional, descritivo e retrospectivo, baseado em internações com câncer de mama, identificado pelo código C50 da CID-10, como diagnóstico principal. Seus resultados refletem as instituições participantes e não são estimativas de incidência ou prevalência na população brasileira.



