Como usar o 13º salário sem apertar as contas de janeiro
Professor de Gestão Financeira do IBMR orienta a priorizar despesas essenciais, dívidas caras e gastos previstos no início do ano.
Antes de gastar o 13º salário, vale separar o dinheiro necessário para as contas de janeiro e avaliar dívidas que comprometem despesas básicas ou têm juros altos. A orientação é de Walter Romito, professor do curso de Gestão Financeira do IBMR, para organizar o benefício de acordo com os compromissos de cada família.
Segundo Romito, um ponto de partida é dividir as despesas em três grupos: necessidades essenciais, dívidas e compromissos já assumidos e gastos que podem esperar. Definir o destino do dinheiro antes de recebê-lo pode ajudar a evitar gastos não planejados.
Quais dívidas devem vir primeiro
Para quem está endividada, o professor recomenda atenção aos débitos que podem afetar moradia e serviços essenciais, além daqueles com juros elevados, como o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial.
Quitar uma dívida à vista pode ser vantajoso quando há desconto e o pagamento não reduz o valor disponível para as despesas cotidianas. Quando não há dinheiro para o total, negociar ou parcelar pode ser uma alternativa, desde que as condições caibam na renda. Romito exemplifica que um desconto em uma dívida não deve levar a família a ficar sem recursos para necessidades básicas.
Contas de janeiro precisam entrar no cálculo
IPVA, IPTU, rematrículas e material escolar são alguns custos típicos do início do ano citados pela fonte. Reservar antecipadamente o valor desses compromissos pode evitar empréstimos e novos parcelamentos nos primeiros meses.
Em um exemplo apresentado pelo professor, uma família que recebe R$ 4 mil de 13º salário e prevê R$ 1.500 em gastos em janeiro pode separar esse montante e usar os R$ 2.500 restantes para reduzir dívidas. Também é importante comparar descontos para o pagamento antecipado de impostos com as condições de parcelamento e o impacto de cada opção no orçamento.
Reserva e compras de fim de ano
Guardar parte do benefício depende da situação financeira. De acordo com Romito, quem enfrenta dívidas com juros altos ou risco de atraso em despesas essenciais deve priorizar essas pendências. Já quem mantém os pagamentos em dia pode avaliar a formação de uma reserva para imprevistos, mesmo que comece com R$ 100 ou R$ 200.
O professor também alerta para compras por impulso no fim do ano. Uma compra parcelada só deve ser considerada se as prestações couberem nos meses seguintes, pois o 13º salário termina, mas as parcelas permanecem no orçamento.



