AVC: o que acontece no pronto-socorro antes do tratamento

Hospital Angelina Caron explica as etapas de avaliação e diagnóstico e alerta para a busca imediata por emergência diante dos sintomas.

Em casos suspeitos de acidente vascular cerebral (AVC), a equipe do pronto-socorro realiza avaliação clínica e neurológica e exames de imagem para identificar o tipo de ocorrência e definir o tratamento. Segundo o Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, reconhecer os sintomas e buscar atendimento imediatamente é decisivo para reduzir o risco de sequelas.

O AVC ocorre quando o fluxo de sangue para uma região do cérebro é interrompido ou quando um vaso sanguíneo se rompe, provocando danos às células cerebrais. No protocolo do hospital, a tomografia computadorizada de crânio é um dos exames usados para diferenciar os dois principais tipos: o isquêmico, causado geralmente pela obstrução de um vaso por coágulo, e o hemorrágico, caracterizado pelo rompimento de um vaso e sangramento.

Tempo influencia a possibilidade de tratamento

De acordo com Eduardo Hummelgen, coordenador do Serviço de Neurologia e Neurofisiologia do Hospital Angelina Caron, no AVC isquêmico há uma janela para a trombólise química, tratamento medicamentoso que busca dissolver o coágulo e restabelecer a circulação. Em geral, o procedimento deve começar em até quatro horas e meia após o início dos sintomas, desde que a pessoa preencha os critérios clínicos necessários.

Por isso, segundo o neurologista, o tempo considerado inclui o surgimento dos sinais, o deslocamento até o pronto-socorro, a avaliação médica e a realização dos exames. A indicação da trombólise depende de análise médica e da confirmação de segurança para cada caso.

Sinais que exigem atendimento de emergência

Os sintomas podem surgir subitamente e não precisam aparecer juntos. Entre os sinais citados pelo hospital estão fraqueza ou perda de força em um lado do corpo; dificuldade para falar, articular palavras ou compreender outras pessoas; assimetria facial; alterações visuais; tontura intensa, dificuldade para caminhar ou perda de equilíbrio; e dor de cabeça súbita e intensa, especialmente quando acompanhada de outros sintomas neurológicos.

Ao notar esses sinais, a orientação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo telefone 192, sem esperar que os sintomas desapareçam. Se possível, familiares ou acompanhantes devem informar o horário em que os sintomas começaram ou a última vez em que a pessoa foi vista sem eles, dado que auxilia a avaliação das possibilidades de tratamento.

Reabilitação e prevenção após a fase aguda

Depois da fase aguda, a recuperação pode envolver médicos, enfermagem, fonoaudiologia, terapia ocupacional e fisioterapia. Segundo o hospital, a reabilitação deve ser iniciada assim que for clinicamente seguro, de acordo com as condições de cada paciente. A fisioterapia pode trabalhar movimentos, força muscular e mobilidade, enquanto fonoaudiologia e terapia ocupacional podem atuar, respectivamente, em dificuldades de fala, linguagem, deglutição e atividades cotidianas.

A cardiologista Nayara Pravato Maziero, do Hospital Angelina Caron, afirma que algumas arritmias, como a fibrilação atrial, podem favorecer a formação de coágulos no coração que chegam à circulação cerebral. A prevenção, segundo a instituição, inclui controlar pressão arterial, diabetes e colesterol, não fumar, praticar atividade física regularmente, manter alimentação equilibrada e realizar acompanhamento médico. Pessoas com arritmias ou outras doenças cardiovasculares devem seguir orientações individualizadas dos profissionais de saúde.

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