Alimentação equilibrada pode reduzir fatores de risco do câncer de mama
Nutricionista da Mundo Verde cita frutas vermelhas, sementes, oleaginosas e alimentos in natura como parte de hábitos saudáveis.
Uma alimentação equilibrada, associada à manutenção de peso saudável e a outros hábitos de vida, pode contribuir para reduzir fatores relacionados ao risco de câncer de mama. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), excesso de peso, alimentação desequilibrada, sedentarismo e consumo de bebidas alcoólicas podem influenciar esse risco.
De acordo com Priscila Gomes, nutricionista da Mundo Verde, frutas, verduras, legumes, cereais integrais, sementes e oleaginosas fornecem fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos. Esses alimentos podem compor uma rotina alimentar mais nutritiva e variada.
Frutas vermelhas, sementes e alimentos in natura
Morango, amora, framboesa, cereja e jabuticaba são fontes de antocianinas, substâncias responsáveis pela cor dessas frutas e com ação antioxidante, segundo a nutricionista. Elas também fornecem vitaminas e fibras.
Entre as oleaginosas, castanha-do-Pará, castanha-de-caju, amêndoas e nozes oferecem vitamina E, gorduras insaturadas e outros nutrientes. A fonte destaca que o selênio da castanha-do-Pará participa do funcionamento de enzimas envolvidas na defesa das células contra danos oxidativos. Chia e linhaça, por sua vez, são fontes de fibras e ômega-3.
Frutas, verduras, legumes, feijão e cereais integrais também integram o grupo dos alimentos in natura citados. Priorizar esses itens e reduzir ultraprocessados pode ajudar a manter uma alimentação equilibrada, quando a escolha vem acompanhada de outros hábitos saudáveis.
Consumo frequente de ultraprocessados merece atenção
Embutidos, salgadinhos, biscoitos recheados e refeições prontas podem conter excesso de sódio, açúcares e gorduras, especialmente quando consumidos com frequência, alerta a nutricionista. Observar a composição dos produtos pode ajudar na busca por equilíbrio no dia a dia.
Priscila Gomes ressalta que hábitos saudáveis não substituem o acompanhamento médico nem os exames recomendados. A identificação precoce de alterações pode fazer diferença nas chances de sucesso do tratamento, segundo ela.



