TIC Saúde 2025: 92% usam prontuário eletrônico
Levantamento aponta acesso à internet em 99% dos estabelecimentos de saúde, mas integração à RNDS chega a 44%.
Em 2025, 92% dos estabelecimentos de saúde brasileiros utilizavam sistemas eletrônicos para registrar informações dos pacientes, segundo dados da TIC Saúde 2025 divulgados no material da MA Hospitalar. O levantamento também indica que 99% tinham acesso a computadores e à internet.
Os números mostram uma digitalização ampla, mas com integração ainda parcial entre sistemas. Apenas 44% dos estabelecimentos estavam conectados à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), mesmo percentual daqueles que dispunham de sistemas para enviar ou receber encaminhamentos eletrônicos.
IA e Internet das Coisas ainda têm uso menor
A TIC Saúde 2025 identificou uso de Internet das Coisas em 9% dos estabelecimentos e de inteligência artificial em 18%. Entre instituições com mais de 50 leitos, os percentuais foram de 15% para Internet das Coisas e 31% para inteligência artificial.
Segundo o material, a transformação também alcança os equipamentos hospitalares. Aparelhos de ultrassom ganharam versões compactas e portáteis, usadas junto ao paciente em emergências, UTIs e centros cirúrgicos. Ventiladores, monitores e outros dispositivos passaram a incorporar mobilidade, armazenamento de informações e recursos de conectividade.
Bombas de infusão, por sua vez, podem operar com bibliotecas padronizadas de medicamentos e, conforme a infraestrutura do hospital, conectar-se a sistemas eletrônicos utilizados na assistência.
Integração influencia escolha de equipamentos
De acordo com a MA Hospitalar, a decisão sobre equipamentos passou a considerar não apenas a função clínica, mas também manutenção, treinamento, atualização tecnológica, disponibilidade de peças, mobilidade e capacidade de integração com outros sistemas.
A empresa, fundada em Porto Alegre em 2000, afirma que a evolução do setor levou os hospitais de um cenário de equipamentos mais isolados para outro em que dispositivos, sistemas e profissionais compartilham um volume crescente de informações. Para a companhia, o próximo avanço depende da capacidade de diferentes soluções trocarem dados e funcionarem de forma integrada na assistência.



