Compras por impulso nas redes sociais pressionam orçamento
Levantamentos citados no release associam compras não planejadas online a gastos acima do previsto e atraso de contas.
Compras por impulso feitas pela internet podem comprometer o orçamento: 62% dos consumidores admitem fazer aquisições não planejadas online, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil citado pela Simplic. Entre essas pessoas, 40% disseram já ter gasto mais do que podiam e 35% relataram dívidas ou atraso no pagamento de contas em razão desse comportamento.
O tema ganha espaço com recursos de compra integrados às redes sociais. Segundo levantamento do Opinion Box mencionado no release, 53% dos usuários no país já compraram itens recomendados pelo TikTok. A pesquisa não detalha período, metodologia ou universo de respondentes no material enviado.
Tempo de tela, comparação e consumo
O release também cita pesquisa do Instituto Cactus em parceria com a Atlas Intel, realizada com mais de 3 mil brasileiros. De acordo com o material, pessoas que passam três horas ou mais por dia nas redes sociais apresentaram os piores índices de saúde mental entre os perfis avaliados, e quase metade desse grupo relatou diagnóstico de ansiedade.
Para Marco Afonso, especialista de negócios da Simplic, a atenção deve estar no ciclo de comparação e consumo imediato, e não apenas na presença nas redes. “A armadilha ocorre quando a compra surge para compensar uma comparação provocada pela rede social”, afirma.
Como avaliar uma compra antes do checkout
O parcelamento de gastos pequenos e recorrentes pode dar uma sensação de controle e, ao mesmo tempo, ocultar o comprometimento da renda nos meses seguintes, segundo o especialista. A orientação apresentada pela Simplic é acompanhar o orçamento, definir limites para despesas não essenciais e criar um intervalo entre o desejo e a decisão de compra.
Antes de finalizar um pedido, a empresa sugere avaliar se o produto é necessário naquele momento, se a despesa cabe no planejamento financeiro e se a vontade permanece após alguns dias. Essas perguntas podem ajudar a diferenciar uma necessidade de uma decisão tomada por impulso.



