O que é BDSM e por que o consentimento é central na prática
Enquetes do Sexlog e produções de ficção destacam a dominação como um jogo de poder baseado em diálogo, limites e acordos prévios.
O BDSM reúne práticas de poder e fetiche que dependem de consentimento explícito, diálogo e combinados prévios entre adultos. O tema aparece no filme “I Want Your Sex”, em cartaz nos cinemas brasileiros desde quinta-feira (22), e na mininovela “A Fã número 1”, disponível na plataforma HotShort.
A sigla BDSM se refere a bondage, disciplina, dominação, submissão, sadismo e masoquismo. Segundo a sexóloga Bárbara Bastos, a dominação é um jogo combinado, no qual uma pessoa conduz e outra se entrega; ela pode envolver ordens, regras, rituais ou acessórios. “Dentro do sexo, o controle é um jogo combinado, em que as partes confiam uma na outra. Fora dali, o controle real é desequilíbrio”, explica.
Pesquisas apontam interesse e diálogo
Em uma enquete do Sexlog, rede social adulta, 43,9% das 5,5 mil pessoas ouvidas afirmaram adorar dominar durante o sexo, enquanto 14,9% disseram ter vontade de experimentar esse papel. Em outra pesquisa da plataforma, com mais de 7 mil participantes, 83,2% dos interessados em BDSM disseram que a prática exige mais diálogo do que o sexo convencional; 60,4% afirmaram conversar sempre sobre limites antes de uma experiência íntima.
Entre as mulheres ouvidas pelo Sexlog, 53,6% disseram que seu maior prazer está em ver a outra pessoa sob comando. De acordo com a plataforma, o perfil predominante nesse grupo é o de mulheres de 35 a 44 anos.
Ficção leva o tema às telas
Em “I Want Your Sex”, Olivia Wilde interpreta Erika Tracy, artista performática que inicia uma relação de dominação e submissão com Elliot, personagem de Cooper Hoffman. Já “A Fã número 1” é apresentada pelo HotShort como a primeira produção da plataforma dedicada ao BDSM e sua primeira produção estrangeira, gravada em Barcelona.
O produtor Nicola Visonà afirma que o roteiro da mininovela partiu de sua vivência na cena BDSM local. Segundo ele, a intenção foi retratar sessões consensuais entre adultos e reforçar a importância do consentimento contínuo.



