ESMO 2026 destaca estudos em melanoma, pulmão e endométrio

Congresso em Madri deve detalhar resultados de terapias experimentais e imunoterapia para grupos específicos de pacientes.

O Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO) 2026 começa nesta sexta-feira (23), em Madri, na Espanha, com a apresentação de estudos sobre tratamentos para melanoma, câncer de pulmão de pequenas células e câncer de endométrio. Segundo o material divulgado pela Oncoclínicas&Co, os dados ainda precisam ser analisados quanto à dimensão e duração dos benefícios, efeitos adversos e perfil das pessoas que podem se beneficiar de cada estratégia.

Entre os trabalhos previstos está o INTerpath-001, que avalia o intismeran autogene, terapia experimental individualizada baseada em RNA mensageiro (mRNA), combinada ao pembrolizumabe após cirurgia de melanoma cutâneo de alto risco. A proposta é estimular o sistema imunológico a reconhecer características específicas do tumor. Resultados de fase 3 anunciados anteriormente apontaram melhora estatisticamente significativa da sobrevida livre de recidiva e de metástases à distância em comparação ao pembrolizumabe isolado; a sobrevida global continua em acompanhamento.

Combinação para câncer de pulmão

O estudo DeLLphi-305 investiga tarlatamabe e durvalumabe como manutenção de primeira linha para pessoas com câncer de pulmão de pequenas células em estágio extenso cuja doença não progrediu após o tratamento inicial com durvalumabe, quimioterapia à base de platina e etoposídeo.

De acordo com a fonte, os resultados iniciais mostraram melhora estatisticamente significativa e clinicamente relevante na sobrevida global, além de desfechos de sobrevida livre de progressão e resposta ao tratamento. A análise detalhada deverá avaliar o ganho de sobrevida, os eventos adversos e o equilíbrio entre eficácia, segurança e qualidade de vida.

Imunoterapia sem quimioterapia em casos selecionados

No câncer de endométrio, o KEYNOTE-C93 compara o pembrolizumabe isolado à quimioterapia com carboplatina e paclitaxel no tratamento inicial de pacientes com doença avançada ou recorrente e tumores com deficiência no sistema de reparo de incompatibilidades do DNA, conhecida como dMMR.

Dados divulgados previamente indicaram melhora significativa da sobrevida livre de progressão com o pembrolizumabe em monoterapia, segundo a Oncoclínicas&Co. Os dados de sobrevida global ainda não estavam maduros na análise inicialmente anunciada. A oncologista Mariana Laloni, diretora médica técnica da empresa, ressalta que a identificação das características moleculares do tumor é necessária para selecionar as pacientes que podem se beneficiar da abordagem, sem generalizá-la a perfis diferentes da doença.

Segundo Laloni, a incorporação de novas estratégias à prática clínica também depende da avaliação de benefícios, riscos e qualidade de vida, além do acesso a exames, medicamentos e equipes multidisciplinares.

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