WOFCO prevê operação no Brasil a partir de 2027
Segundo a empresa, São Paulo e Rio de Janeiro receberão plataformas de distribuição com estoque de cerca de 750 toneladas.
A indústria espanhola de pescado WOFCO anunciou que pretende iniciar operações no Brasil em 2027, com instalações em São Paulo e no Rio de Janeiro. Segundo Pedro Fernandes, do departamento comercial global da companhia, e Christian Cordoba Canosa, que responderá pela operação brasileira, o plano prevê duas plataformas com estoque de distribuição de aproximadamente 750 toneladas.
De acordo com os representantes da empresa, a WOFCO pretende investir US$ 3 milhões inicialmente em duas câmaras frias e caminhões para a distribuição de camarão vermelho, polvo em bandejas, filé de pescada branca, filé de merluza, cação e tilápia.
O anúncio foi feito durante a edição de 2026 da Seafood Show Latin America, realizada no Distrito Anhembi, em São Paulo. Segundo a organização do evento, a feira reuniu 130 marcas e registrou crescimento de 43% em área em relação à edição anterior.
Rodadas reuniram compradores de sete países
As rodadas de negócios promovidas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) tiveram mais de uma centena de reuniões, segundo o evento. Participaram 23 empresas brasileiras e compradores do Catar, Emirados Árabes Unidos, Uruguai, Estados Unidos, Canadá, Etiópia e Japão.
A iniciativa integra o Projeto Comprador, realizado pela ApexBrasil em parceria com entidades setoriais para aproximar compradores internacionais e empresas nacionais em encontros B2B.
Rastreabilidade e formação profissional estiveram em debate
Durante a programação, Rafael Viola, diretor do Sindicato da Indústria de Pesca do Espírito Santo (Sindipesca-ES) e consultor estratégico de pescados, destacou a rastreabilidade como prioridade para a cadeia e anunciou um calendário de consumo inteligente de pescado. A proposta identifica épocas de safra de cada espécie e períodos de defeso, quando o consumo está interdito.
O evento também debateu a formação de profissionais para peixarias e culinária japonesa. Fernando Vieira de Souza, head nacional de peixaria do Carrefour, apontou que o manuseio de peixe in natura, os cortes, o trabalho contínuo com gelo e a exposição ao frio tornam a função mais desafiadora. Maurício Koga, da Koike Consultoria, afirmou que a alta rotatividade entre sushimen está ligada, principalmente, à remuneração inadequada e à persistência exigida para alcançar o nível técnico necessário.



