Cirurgia facial: por que o preparo vai além do exame físico
Segundo o cirurgião Vitor Abrão, avaliações psicológica e nutricional podem orientar a indicação e o momento do procedimento.
O preparo para uma cirurgia facial pode incluir avaliações psicológica e nutricional, além dos exames e critérios clínicos habituais. Segundo o otorrinolaringologista e cirurgião cérvico-facial Vitor Abrão, esse acompanhamento busca alinhar expectativas, identificar condições que precisem de atenção e ajudar a definir se aquele é o momento adequado para o procedimento.
Na avaliação psicológica, o foco é compreender a motivação da paciente e o significado da mudança na autoimagem. De acordo com Abrão, alterações em traços marcantes, como o nariz, podem exigir adaptação à nova imagem mesmo quando o resultado cirúrgico é satisfatório. O especialista afirma que o acompanhamento também pode identificar expectativas irreais ou situações de vulnerabilidade emocional que indiquem a necessidade de adiar a cirurgia.
Nutrição e condições para a recuperação
O suporte nutricional pré-operatório, segundo o médico, pode avaliar deficiências de micronutrientes como zinco, ferro e vitamina C, além do controle glicêmico e do aporte proteico necessário para a regeneração celular. A proposta, conforme o material, não é recorrer à suplementação indiscriminada, mas realizar ajustes individualizados.
Abrão ressalta que edema e equimoses são respostas esperadas após uma cirurgia, inclusive quando são utilizados instrumentos ultrassônicos. Para ele, uma condição metabólica previamente equilibrada pode oferecer melhores condições para enfrentar o processo inflamatório natural do pós-operatório.
Quando esperar também faz parte do cuidado
Ansiedade, sono e receio da dor também podem ser abordados antes do procedimento. Segundo o especialista, acolher dúvidas e orientar estratégias de enfrentamento pode ajudar a paciente a lidar com a apreensão pré-cirúrgica.
Uma triagem ampla pode apontar contraindicações temporárias, como carências metabólicas ou vulnerabilidade emocional. “Saber quando operar é importante; saber quando esperar também é parte fundamental da responsabilidade médica”, afirma Abrão.



