Canadá, Reino Unido e Nova Zelândia exigem autorização

Brasileiros turistas podem precisar de eTA, ETA ou NZeTA antes do embarque; regras, custos e prazos variam conforme o destino.

Brasileiros que viajam a turismo para o Canadá, o Reino Unido ou a Nova Zelândia podem precisar de uma autorização eletrônica aprovada antes do check-in, mesmo quando não é exigido visto tradicional. Segundo Marcelo Pinto, CEO da Mundo dos Vistos, descobrir essa necessidade no aeroporto pode comprometer a viagem após a compra de passagens e hospedagem.

No Canadá, o eTA pode substituir o visto de visitante para brasileiros que tiveram visto canadense de visitante nos últimos dez anos ou que tenham visto americano de não imigrante válido na data do pedido. De acordo com o governo canadense, a autorização custa C$ 7, costuma ser aprovada em minutos e vale por até cinco anos ou até o vencimento do passaporte, o que ocorrer primeiro. Caso sejam necessários documentos adicionais, as instruções podem chegar por e-mail em até 72 horas.

O eTA canadense só é válido para chegada por avião. Quem entra no país por terra ou mar precisa de visto de visitante, inclusive pessoas com visto americano válido, segundo as informações enviadas pela empresa.

Reino Unido e Nova Zelândia têm exigências próprias

No Reino Unido, a ETA é necessária para turistas brasileiros que não tenham visto ou outra condição de dispensa. A taxa informada é de £ 20, e a autorização é exigida para cada viajante, incluindo crianças e bebês. Segundo o Home Office, 24,8 milhões de autorizações foram emitidas desde outubro de 2023 até o fim de 2025. Embora a maioria dos pedidos feitos pelo aplicativo receba decisão automática em minutos, o governo britânico recomenda solicitar com pelo menos três dias úteis de antecedência devido a análises adicionais.

Na Nova Zelândia, visitantes em viagens curtas também precisam da NZeTA. A imigração do país orienta reservar 72 horas para o procedimento e alerta que dados incorretos do passaporte podem impedir o embarque.

Pinto recomenda conferir os documentos assim que destino e roteiro forem definidos, antes da compra de serviços não reembolsáveis. A sugestão de margem de 30 dias é uma orientação de planejamento do especialista, não um prazo oficial ou garantia de aprovação. Ele também alerta para sites que imitam portais governamentais: pagar uma taxa ou receber um protocolo não equivale à autorização para viajar.

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