Melted e Reglab lançam laboratório sobre cultura digital

Iniciativa vai pesquisar memes, escolhas da juventude e consumo; primeiro estudo está previsto para o primeiro trimestre de 2027.

A Melted Videos e o centro de pesquisa em mídia e tecnologia Reglab anunciaram, em São Paulo, a criação da Melted Culture Lab, laboratório voltado à investigação da cultura digital brasileira. A iniciativa pretende produzir pesquisas sobre como a população se comunica, consome e constrói significado nas redes sociais.

Segundo as organizações, o humor será o ponto de partida dos estudos. A parceria pretende analisar como memes ajudam pessoas a se expressar, criticar acontecimentos e organizar comunidades, além de investigar as motivações que orientam escolhas da juventude, recursos visuais e criativos que retêm a atenção na internet e tensões culturais e emocionais ligadas a decisões de consumo e finanças das novas gerações.

Um levantamento de 2019 da Globosat com a Consumoteca, citado pelas empresas, ouviu 1.000 pessoas em todo o país. Nele, 57% disseram seguir páginas exclusivamente para acompanhar memes, enquanto 73% afirmaram já ter sabido de alguma notícia política por meio desse tipo de conteúdo.

Pedro Henrique Ramos, diretor-executivo do Reglab, afirma que a proposta é usar conteúdo e conversas de comunidades digitais como material de pesquisa, indo além das métricas de engajamento. Para Yuri Zero, CEO e sócio da Melted, os memes mostram não apenas o que o público considera engraçado, mas também o que reconhece como cultura.

Primeiro estudo está previsto para 2027

O primeiro grande lançamento do Melted Culture Lab será o estudo “O Estado da Cultura Digital”, previsto para o primeiro trimestre de 2027. De acordo com a parceria, o material buscará identificar comportamentos, narrativas e mudanças de linguagem que marcaram 2026, com o objetivo de antecipar tendências e transformações sociais do ano seguinte.

As empresas informaram que os estudos publicados deverão apresentar os dados e cenários encontrados na apuração. Marcas poderão decidir não divulgar materiais, mas o laboratório afirma que terá autonomia sobre a condução e a interpretação dos resultados publicados.

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