Liderança e IA: cinco competências para desenvolver em 2026
Dados do Cetic.br e da Microsoft indicam avanço no uso da tecnologia e falta de alinhamento entre lideranças.
A capacitação de lideranças em inteligência artificial pode começar pela identificação de tarefas com retrabalho, processos demorados e decisões que exigem muitas informações. A orientação é de Bruno Omeltech, fundador e CEO da empresa de educação corporativa Omeltech, diante do planejamento das organizações para 2027.
Segundo a pesquisa TIC Empresas 2025, do Cetic.br, divulgada em junho de 2026, a adoção de IA passou de 13% para 17% entre as empresas brasileiras e chegou a 50% entre as organizações de grande porte. Para Omeltech, disponibilizar ferramentas não basta: gestores precisam saber aplicá-las em decisões, processos e desenvolvimento das equipes.
O Work Trend Index 2026, da Microsoft, ouviu 20 mil usuários de IA em dez países, incluindo o Brasil. De acordo com o levantamento, 26% dos participantes consideram suas lideranças claramente alinhadas sobre o uso da tecnologia.
Competências para usar IA na gestão
O especialista aponta cinco frentes para a preparação de gestores: usar a IA para analisar indicadores e comparar informações, mantendo a avaliação humana; identificar tarefas repetitivas que possam ser automatizadas; estabelecer critérios para orientar as equipes; reconhecer respostas incorretas, limitações das ferramentas e riscos de segurança de dados; e acompanhar indicadores de produtividade, qualidade das entregas e redução de retrabalho.
Na avaliação de Omeltech, a tecnologia pode apoiar atividades como análise de indicadores, preparação de reuniões e organização de planos de ação. A checagem das informações e a avaliação de sua adequação à realidade da equipe, porém, continuam sob responsabilidade do gestor.
Como estruturar a capacitação
Para empresas sem um programa de desenvolvimento, a recomendação do especialista é partir de problemas reais da rotina. A organização pode iniciar com treinamentos direcionados, definir objetivos e acompanhar os resultados antes de ampliar a formação para outras equipes. Segundo ele, a aprendizagem tende a ser mais aplicável quando está ligada a situações vividas pelos participantes, e não apenas à apresentação de ferramentas.



