Sono e exercícios de força ajudam no emagrecimento
Nutróloga alerta que restrições alimentares extremas podem dificultar a adesão ao plano e favorecer a perda de massa magra.
O emagrecimento não depende apenas de reduzir a comida ou aumentar os exercícios: qualidade do sono, alimentação equilibrada e preservação da massa muscular influenciam o processo, segundo a médica nutróloga Giovanna Spagnuolo Brunello.
Um ponto de atenção é o sono. “Dormir pouco ou mal pode aumentar a fome, favorecer o consumo de alimentos mais calóricos e dificultar o controle da alimentação no dia seguinte”, afirma a especialista. Ela cita uma pesquisa clínica divulgada pelo National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos, na qual adultos com excesso de peso que ampliaram o tempo de sono reduziram, em média, cerca de 270 calorias da ingestão diária. Segundo Giovanna, uma rotina regular e, em geral, pelo menos sete horas de sono por noite podem contribuir para o tratamento.
Restrição extrema pode afetar a massa magra
A perda de peso exige, em geral, déficit calórico — consumir menos energia do que o organismo gasta —, mas isso não significa comer o mínimo possível, explica a médica. Para ela, restrições excessivas podem aumentar a fome, dificultar a manutenção do plano alimentar e favorecer a perda de massa magra. Dietas muito restritivas devem ser adotadas apenas em situações específicas, com indicação e acompanhamento profissional.
Giovanna recomenda priorizar uma alimentação com fontes adequadas de proteínas, fibras, vitaminas e minerais. De acordo com a nutróloga, proteínas ajudam a preservar a massa muscular, enquanto frutas, verduras, legumes e grãos integrais podem contribuir para a saciedade e o funcionamento intestinal. A estratégia, ressalta, deve considerar necessidades individuais, rotina, condições clínicas e características de cada tratamento.
Os exercícios de força também são apontados como aliados para preservar a massa muscular durante a perda de peso. Para pessoas que usam medicamentos para emagrecer, a médica destaca a importância da avaliação profissional para acompanhar a resposta ao tratamento, ajustar condutas e prevenir deficiências nutricionais.



