NR-1 passa a exigir gestão de riscos psicossociais no trabalho
Segundo a UnoLife, empresas precisam registrar riscos e medidas de prevenção, com foco na organização do trabalho.
Desde 26 de maio de 2026, a nova redação do capítulo 1.5 da NR-1 inclui fatores psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais. Na prática, a norma exige que as empresas avaliem condições da organização do trabalho que possam afetar a saúde de quem trabalha.
Segundo a UnoLife, healthtech que atua com saúde mental corporativa e atendimento online, a mudança leva o tema além das ações pontuais de bem-estar e o incorpora à gestão de riscos. A empresa afirma que o inventário de riscos, o plano de ação dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e os registros das medidas adotadas formam uma trilha documental sobre o que foi identificado e executado.
De acordo com a fonte, a multa administrativa está suspensa por decisão do STF, mas isso não elimina o dever de proteção à saúde previsto na CLT. A documentação, diz a empresa, tende a ser analisada quando casos de adoecimento mental chegam ao Judiciário.
O que deve ser avaliado
Caroline Macarini, psicóloga, cofundadora e responsável técnica da plataforma, afirma que aplicar questionários de sintomas não encerra a avaliação. “A empresa não vai ser avaliada pela intenção, e sim pela coerência entre o risco que ela identificou e o que fez a respeito”, afirma.
Segundo a especialista, a análise da organização do trabalho pode incluir sobrecarga, metas, exigências incompatíveis com os recursos disponíveis e situações de violência no ambiente profissional. Para a UnoLife, o diagnóstico dos riscos organizacionais e o cuidado individual com trabalhadores são frentes distintas e complementares.
A empresa também afirma que campanhas de bem-estar não substituem a correção de processos de trabalho que mantêm exigências excessivas, assim como o mapeamento de riscos, sem acesso a atendimento, não oferece suporte individual.



