Estudo investiga excesso de peso em cadelas com tumores mamários

Pesquisa da UFU analisou 600 cadelas diagnosticadas e encontrou sobrepeso ou obesidade em 70,2% dos casos, sem apontar causalidade.

Um estudo da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), publicado no Austral Journal of Veterinary Sciences, identificou sobrepeso ou obesidade em 70,2% de 600 cadelas diagnosticadas com tumores mamários. O resultado investiga a relação entre peso corporal e a doença, mas não permite concluir que a obesidade seja causa do câncer.

A pesquisa avaliou a condição corporal de 54 cadelas com tumores benignos e 546 com tumores malignos, classificando-as como muito magras, em peso ideal, com sobrepeso ou obesidade. O excesso de peso também apareceu associado a tumores de grau histológico II. Segundo o material divulgado, os pesquisadores não encontraram associação entre peso e malignidade, estágio ou metástase em todas as análises.

Alimentação e controle de peso

De acordo com Gabriela Corte Real, veterinária da A Quinta Pet, controlar calorias, oferecer uma dieta equilibrada e evitar ganho excessivo de peso ajudam a manter uma condição corporal saudável. Ela ressalta que não há evidência de que uma alimentação específica previna o câncer.

A veterinária afirma que a alimentação deve considerar espécie, idade, porte, nível de atividade e condições de saúde do animal. Petiscos, recompensas, restos entre as refeições e alimentos usados para administrar medicamentos também entram no cálculo diário. As diretrizes da American Animal Hospital Association (AAHA), citadas no material, orientam que esses extras não ultrapassem juntos 10% das calorias diárias do pet.

O que observar nas mamas da cadela

Tumores mamários podem começar como pequenos nódulos e ser indolores. Durante banho, escovação ou momentos de carinho, a pessoa responsável pode apalpar delicadamente as cadeias mamárias, do tórax à região próxima à virilha, sem apertar ou espremer.

Pequenos caroços, áreas endurecidas, aumento de volume, diferenças entre as mamas, vermelhidão, alterações no mamilo, secreções, feridas ou ulcerações devem motivar uma avaliação veterinária. A palpaçao caseira não substitui o exame profissional. Quando há diagnóstico de câncer, a fonte destaca que a alimentação deve ser individualizada e não substitui cirurgia, quimioterapia ou outros tratamentos indicados pelo veterinário.

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