Cirurgias de hérnia pelo SUS se mantêm estáveis, diz SBH
Dados citados pela Sociedade Brasileira de Hérnia apontam estimativa de cerca de 344,4 mil procedimentos em 2026, se o ritmo até julho for mantido.
O número de cirurgias de hérnia realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) pode terminar 2026 em patamar semelhante ao do ano anterior. Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Hérnia e Parede Abdominal (SBH) com dados do DATASUS, foram contabilizados 200.937 procedimentos entre janeiro e julho; mantido esse ritmo, a estimativa é de aproximadamente 344,4 mil operações no ano.
Os dados citados pela SBH registram 334.229 cirurgias em 2023, 361.856 em 2024 e 345.725 em 2025. A entidade afirma que a estabilidade ocorre diante de uma demanda potencial elevada: sua estimativa é que as hérnias da parede abdominal afetem entre 20% e 25% da população adulta brasileira, o equivalente a cerca de 28 milhões de pessoas. Nem todos os casos, porém, exigem cirurgia imediata.
Diferença entre SUS e planos de saúde
De acordo com a publicação Demografia Médica no Brasil 2025, em 2023 foram realizadas 215 cirurgias de hérnia por 100 mil usuários do SUS, ante 401 procedimentos por 100 mil beneficiários de planos de saúde. A taxa na saúde suplementar foi 86,6% superior à da rede pública.
A SBH promove mutirões cirúrgicos há mais de dez anos, reunindo médicos voluntários e equipes hospitalares para atender pacientes que aguardam cirurgia e capacitar profissionais. Em 2026, Recife recebeu uma edição do projeto em um cenário de fila estimada em 2,4 mil pacientes. Em Volta Redonda (RJ), um mutirão realizou 20 cirurgias robóticas em usuários do SUS.
As hérnias da parede abdominal ocorrem quando tecidos ou órgãos se projetam por uma área enfraquecida da musculatura. Segundo a SBH, saliência no abdômen ou na virilha e desconforto durante esforços físicos estão entre os sinais frequentes. Dor intensa e persistente, vômitos ou alteração na coloração da região podem indicar complicações e exigem avaliação médica urgente.



