Seis hábitos que podem intensificar a inflamação com a idade
Médico nutrólogo Nataniel Viuniski explica fatores associados ao inflammaging e cuidados ligados à rotina.
Com o avanço da idade, o organismo pode apresentar um estado persistente de inflamação de baixa intensidade, conhecido como inflammaging. Segundo o médico nutrólogo Nataniel Viuniski, membro do Conselho para Assuntos de Nutrição da Herbalife, mudanças no sistema imunológico, no metabolismo e nos mecanismos de reparação celular estão entre os fatores associados a esse processo.
O especialista afirma que o objetivo não é envelhecer “sem inflamação”, mas evitar hábitos que possam intensificar esse estado. Sedentarismo, perda de massa muscular, acúmulo de gordura visceral, alimentação de baixa qualidade, sono insuficiente, estresse crônico, tabagismo e consumo excessivo de álcool são pontos que merecem atenção, de acordo com Viuniski.
Atividade física e preservação muscular
Segundo o nutrólogo, o exercício físico regular ajuda a preservar músculos, força, mobilidade e capacidade funcional. Durante a atividade, os músculos liberam mioquinas, substâncias que participam da comunicação com outros tecidos e podem modular a resposta inflamatória.
Viuniski também cita melhora da sensibilidade à insulina e redução do acúmulo de gordura visceral como possíveis efeitos da prática regular. Para ele, exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida, natação e bicicleta, podem ser combinados a exercícios de força, como musculação.
A redução progressiva da massa muscular e o aumento da gordura visceral estão relacionados à produção de substâncias envolvidas na resposta inflamatória, além de alterações metabólicas, segundo o médico. Ele recomenda atenção à alimentação e à ingestão adequada de proteínas nesse contexto.
Alimentação, sono e estresse
De acordo com Viuniski, um padrão alimentar pobre em fibras e outros nutrientes pode estar associado a um perfil mais pró-inflamatório. O especialista sugere uma alimentação variada, com frutas, verduras, legumes, leguminosas, grãos integrais, fontes de proteínas e gorduras insaturadas, como azeite.
Noites curtas, irregulares ou de baixa qualidade também podem afetar mecanismos hormonais, metabólicos e imunológicos ligados à resposta inflamatória, afirma o nutrólogo. Ele destaca que dormir mal pode ainda interferir no apetite, no metabolismo e na disposição para se exercitar.
O estresse persistente, por sua vez, pode afetar a regulação de sistemas hormonais e imunológicos e prejudicar sono, alimentação e atividade física. Viuniski recomenda incluir momentos de lazer e cuidar dos vínculos sociais.
Tabaco e álcool em excesso
Segundo o médico, o tabagismo expõe o organismo a substâncias que podem elevar o estresse oxidativo, provocar danos celulares e ativar mecanismos relacionados à inflamação. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas também pode contribuir para um ambiente pró-inflamatório.
“Alimentar-se bem, manter-se fisicamente ativo, preservar a massa muscular, dormir adequadamente, não fumar e evitar o excesso de álcool são cuidados que atuam em diferentes frentes e contribuem para envelhecer com mais saúde”, diz Viuniski.



