Halitose: dentista aponta cuidados para higiene da língua
Orientações de cirurgião-dentista destacam avaliação profissional e limpeza bucal completa para investigar alterações no hálito.
A halitose, conhecida como mau hálito, pode ter diferentes causas e deve ser avaliada por um cirurgião-dentista, segundo o dentista Mario Giorgi, professor e coordenador de clínica do curso de Odontologia da Universidade Anhanguera de São Paulo, unidade Santana. De acordo com ele, alterações no hálito podem estar relacionadas à presença de saburra lingual, cáries, doença periodontal, sangramento gengival ou a condições de saúde preexistentes.
O especialista afirma que a saburra lingual, também chamada de biofilme lingual, é uma placa que pode se acumular sobre a língua. Segundo Giorgi, pessoas com alterações persistentes no hálito devem procurar atendimento odontológico, pois o profissional pode realizar exames clínicos e radiológicos, identificar a possível origem do problema e, quando necessário, encaminhar a paciente a outro especialista.
Hidratação e limpeza da língua
Entre os cuidados citados pelo dentista está a hidratação. Ele explica que a sensação de boca seca pode favorecer o acúmulo de resíduos na língua. A quantidade de água adequada, porém, pode variar conforme as necessidades individuais; a orientação é conversar com um profissional de saúde, especialmente em caso de doenças ou restrições médicas.
Giorgi também recomenda que a limpeza da língua seja feita com cuidado e com instrumentos indicados pelo dentista. A higienização deve alcançar as regiões posterior, média e anterior sem provocar lesões. Para pessoas que sentem náusea durante o procedimento, ele sugere que a técnica seja orientada pelo profissional.
Higiene bucal completa e acompanhamento
Além da língua, a prevenção envolve a higiene de toda a boca. Segundo o especialista, escovação, limpeza entre os dentes e uso de fio dental devem seguir recomendações individualizadas. Visitas regulares ao dentista também ajudam a investigar fatores bucais que possam contribuir para a alteração do hálito.
O professor Hugo Roberto Lewgoy, consultor científico da Curaden Swiss, acrescenta que produtos auxiliares de higiene oral podem ser avaliados como complemento da rotina, conforme indicação profissional. Eles não substituem o diagnóstico quando o mau hálito persiste.



