Deficiência invisível: vice-campeã relata reality
Gabriela Souza afirma ter enfrentado provas de Herança em Jogo com dores crônicas e limitações de mobilidade por problemas na coluna.
A deficiência invisível de Gabriela Souza esteve presente durante sua participação em Herança em Jogo, reality show do Globoplay apresentado por Rodrigo Faro. Vice-campeã da atração, ela afirma que enfrentou as provas enquanto convivia com dores crônicas e limitações de mobilidade decorrentes de problemas permanentes na coluna vertebral.
Segundo o material divulgado pela participante, a produção do programa conhecia sua condição de saúde, mas Gabriela decidiu não compartilhar o diagnóstico com todos os competidores durante as gravações. A informação teria sido reservada a aliados no jogo.
Quais limitações Gabriela Souza relata?
Gabriela relata ter passado por três cirurgias na coluna devido a problemas como espondilolistese, condição descrita no material como o deslocamento de uma vértebra em relação a outra. Entre os procedimentos, está uma artrodese lombar com implantação de hastes e parafusos para estabilização da coluna.
De acordo com a documentação médica mencionada no release, ela também apresenta alterações degenerativas, estreitamento do canal vertebral e comprometimento de estruturas nervosas. Mesmo após as cirurgias, convive com dores persistentes, restrições de movimento e dificuldade para permanecer em pé por longos períodos ou realizar alguns esforços físicos.
Como foram as provas no reality?
Apesar das restrições, Gabriela decidiu disputar os desafios propostos aos demais participantes. Ela destaca a chamada prova do feno como um dos momentos mais exigentes da competição por demandar esforço físico, mobilidade e resistência.
“Foi uma das provas mais exigentes fisicamente que enfrentamos no programa e, provavelmente, um dos maiores desafios físicos da minha vida. Mas eu sabia que minha equipe dependia do meu esforço para conseguirmos concluir a prova”, relembra Gabriela.
Por que ela não revelou a condição aos concorrentes?
Segundo Gabriela, a decisão de manter a deficiência física em sigilo entre a maior parte do grupo foi motivada pelo receio de que a condição fosse entendida como fragilidade ou incapacidade em uma disputa marcada por alianças e eliminações.
A participante afirma que enfrentar os desafios não significava ausência de dificuldades. Sua trajetória no programa chama atenção para as deficiências invisíveis: limitações que podem não ser percebidas à primeira vista, mas que envolvem dores persistentes e restrições funcionais reais.
O relato também reforça que a participação de pessoas com deficiência em atividades e competições não elimina a necessidade de reconhecimento de seus limites individuais e de condições adequadas de acessibilidade.



