17% dos pais relatam cyberbullying contra filhos no Brasil

Levantamento da Norton ouviu 1.000 adultos no país e aponta jogos online, desconhecidos e perfis falsos entre os agressores citados.

Segundo o Norton Insights Report: Connected Kids, 17% dos pais e responsáveis por crianças menores de 18 anos no Brasil afirmam que seus filhos já foram vítimas de cyberbullying. O levantamento da Norton foi realizado online entre 29 de maio e 12 de junho de 2026, com 1.000 adultos de 18 anos ou mais, e teve os dados ponderados por idade, gênero e região para representação nacional.

Entre os responsáveis que relataram experiências de cyberbullying, pessoas conhecidas pelos filhos em jogos online e desconhecidos na internet foram mencionados por 31% em cada caso. Pessoas que usam perfis falsos ou se passam por outra pessoa foram citadas por 29%, seguidas por adolescentes mais velhos ou jovens adultos (24%) e colegas de escola (17%).

De acordo com o estudo, 14% desses pais também disseram que os filhos foram alvo de cyberbullying praticado por uma conta gerada por inteligência artificial ou por um bot.

Como o assédio pode aparecer no ambiente digital

A Norton cita mensagens ofensivas, ameaças, falsificação de identidade, divulgação de informações privadas, exclusão deliberada de grupos digitais e uso de imagens falsas criadas com inteligência artificial como possíveis formas de cyberbullying. Para Iskander Sanchez-Rola, diretor sênior de IA e inovação da Norton, conteúdos humilhantes podem circular rapidamente e persistir mesmo após a remoção, enquanto agressores podem ocultar a identidade em perfis anônimos.

Orientações da Norton para responsáveis

Os especialistas da empresa recomendam manter conversas abertas sobre as experiências online das crianças, sem julgamentos, para que elas possam relatar situações desconfortáveis. Também orientam preservar evidências, como capturas de tela, mensagens e publicações.

  • Evitar confrontar agressores e utilizar as ferramentas de bloqueio e denúncia das plataformas;
  • Revisar configurações de privacidade e limitar a exposição de informações pessoais;
  • Envolver a escola quando apropriado e buscar profissionais ou autoridades em casos de ameaças, assédio persistente ou risco ao menor.

Sanchez-Rola afirma que mudanças repentinas de comportamento, isolamento, alterações no sono ou perda de interesse em atividades habituais podem ser sinais de que algo está acontecendo. Segundo ele, responsáveis devem observar tanto as experiências digitais quanto o comportamento dos filhos fora das telas.

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