Deepfakes foram 60% dos conteúdos suspeitos monitorados nas eleições de 2026

Levantamentos citados pela LC SEC apontam falta de identificação de conteúdos gerados por inteligência artificial e reforçam cuidados contra fraudes.

Deepfakes representaram 60% dos 920 conteúdos suspeitos coletados entre 16 de agosto e 28 de setembro de 2026 pelo Projeto VigIA, do Observatório Lupa, segundo dados divulgados pela consultoria de cibersegurança LC SEC. De acordo com o monitoramento, seis em cada dez materiais circulavam sem sinalização do uso de tecnologia.

Segundo o levantamento citado, 45% das publicações buscavam promover candidaturas, enquanto 24,6% tinham o objetivo de atacar candidatos. Outros 27,6% foram classificados como humor ou sátira.

O Observatório IA nas Eleições, iniciativa da Data Privacy Brasil e do Aláfia Lab, analisou 413 conteúdos políticos produzidos com inteligência artificial entre janeiro e 16 de agosto de 2026. Segundo a LC SEC, quase dois em cada três materiais não identificavam o uso da tecnologia; 60% foram classificados como sátira e 40% como desinformação.

Risco vai além do conteúdo eleitoral

De acordo com a LC SEC, vídeos, áudios e imagens sintéticos podem continuar a circular em diferentes plataformas e grupos mesmo após a remoção da publicação original. A empresa afirma que recursos semelhantes também podem ser usados em fraudes corporativas, com simulação da identidade de executivos, fornecedores ou colaboradores.

Para reduzir riscos, Luiz Claudio, CEO e fundador da LC SEC, recomenda combinar monitoramento, processos de resposta e medidas preventivas. Entre os controles citados pela consultoria estão autenticação multifator, gestão de acessos, monitoramento de contas privilegiadas e planos de resposta a incidentes.

Como agir diante de um conteúdo suspeito

  • Verifique a origem de vídeos, áudios e imagens antes de compartilhar.
  • Consulte canais oficiais e veículos jornalísticos confiáveis para confirmar informações.
  • Use canais independentes de confirmação em pedidos sensíveis, especialmente financeiros ou de acesso a contas.
  • Não considere aparência ou voz como prova suficiente de autenticidade.

Segundo a LC SEC, as regras eleitorais exigem identificação explícita, destacada e acessível de conteúdos sintéticos, e o uso de deepfakes em propaganda eleitoral é proibido. A empresa ressalta que a checagem de origem e a adoção de controles de segurança são relevantes tanto no período eleitoral quanto na prevenção a ataques de engenharia social.

👁️ 26 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar