Pele madura: óleos podem complementar a hidratação após os 40
Especialista explica a diferença entre óleos vegetais e essenciais e orienta cuidados para incluir jojoba na rotina.
O ressecamento, as mudanças de textura e a sensação de repuxamento podem se tornar mais frequentes com o passar dos anos. Segundo a Academia Americana de Dermatologia, durante a menopausa a pele perde parte da capacidade de reter água; por isso, a entidade recomenda limpeza suave, hidratante e proteção solar. As necessidades, porém, variam de pessoa para pessoa.
Para Julio Luchmann, professor e especialista em naturopatia e óleos essenciais, os óleos podem complementar a rotina quando se considera a função de cada ingrediente e a resposta individual da pele. “Quando falamos de pele madura, precisamos olhar para o conforto e para a capacidade de manter a hidratação”, afirma.
Óleo vegetal e óleo essencial têm funções distintas
De acordo com Luchmann, óleos vegetais, como os de abacate e jojoba, podem ser usados como base em formulações e contribuir para a maciez da pele. A jojoba, apesar do nome, é tecnicamente uma cera líquida. Já os óleos essenciais são concentrados aromáticos extraídos de plantas e devem entrar em pequenas proporções nas preparações.
Segundo o especialista, ingredientes umectantes favorecem a retenção de água, enquanto emolientes suavizam a superfície cutânea. Os óleos vegetais atuam principalmente como emolientes e podem integrar uma rotina que também tenha hidratante adequado.
Exemplo com jojoba e palmarosa
No material educativo de Luchmann, a sugestão é preparar 10 mL de óleo de jojoba com uma gota de óleo essencial de palmarosa, em frasco de vidro escuro, limpo e seco. Segundo ele, a concentração estimada é de 0,5%, mas pode variar conforme o tamanho da gota.
A proposta é usar a mistura à noite, após limpeza suave e hidratante, em camada fina. Para peles oleosas, a indicação do material é de uma a duas gotas da preparação pronta; para peles mistas, duas a três; e para peles secas, três a quatro, conforme a tolerância individual.
O especialista ressalta que a fórmula é destinada à pele íntegra e deve ser ajustada com orientação profissional. Evite olhos e mucosas, não aplique em áreas com dermatite ativa ou em caso de alergia a fragrâncias e interrompa o uso se houver desconforto. Para queda persistente de cabelo ou dermatites no couro cabeludo, Luchmann recomenda avaliação específica.



