Diabetes exige atenção à saúde das gengivas, alertam fontes odontológicas

Diabetes e periodontite têm relação bidirecional, e o acompanhamento médico e odontológico pode ajudar a identificar riscos e orientar o cuidado.

Pessoas com diabetes têm maior risco de desenvolver doenças periodontais, sobretudo quando a glicose no sangue não está bem controlada, segundo o Instituto Nacional de Pesquisa Odontológica e Craniofacial dos Estados Unidos (NIDCR). A instituição também informa que a inflamação periodontal pode dificultar o controle glicêmico, o que reforça a importância do acompanhamento médico e odontológico.

A periodontite é uma doença inflamatória que afeta as gengivas e os tecidos de sustentação dos dentes. De acordo com o material divulgado pela Sorridents, sangramento durante a escovação ou o uso do fio dental, gengivas inchadas ou avermelhadas, mau hálito persistente e retração gengival merecem avaliação odontológica. Em quadros avançados, a doença pode causar mobilidade e perda dentária.

A associação entre diabetes e problemas gengivais não significa que todas as pessoas com a condição desenvolverão periodontite. Segundo a Sorridents, porém, ela indica que a saúde bucal deve integrar as conversas sobre o acompanhamento de doenças crônicas.

Informações importantes para o atendimento

Segundo a rede de clínicas, quem tem diabetes deve informar ao dentista o diagnóstico, os medicamentos em uso e as condições de controle da doença. Essas informações podem ajudar no planejamento individual do atendimento, inclusive diante de procedimentos odontológicos.

O acompanhamento médico é necessário para avaliar o controle glicêmico e ajustar o tratamento quando indicado. Para a Dra. Carla Sarni, fundadora e CEO do Grupo Salus, holding da qual a Sorridents faz parte, a atuação conjunta permite considerar as necessidades e o histórico clínico da pessoa de forma mais ampla.

Cuidados na rotina

De acordo com as orientações divulgadas pela Sorridents, medidas de prevenção incluem:

  • escovar os dentes com creme dental fluoretado;
  • usar fio dental diariamente;
  • manter consultas odontológicas na periodicidade indicada pelo profissional;
  • evitar o tabagismo;
  • procurar avaliação diante de sangramento, inchaço, vermelhidão, mau hálito persistente ou mobilidade dentária.

O diagnóstico e o tratamento da doença periodontal devem ser definidos por um dentista, conforme a gravidade do quadro e as condições clínicas de cada paciente, segundo a Sorridents.

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