Museu da Escola Paranaense celebra um ano de reabertura com acervo ampliado e preservação da memória escolar
Desde agosto de 2025, o museu organiza e amplia seu acervo com documentos, fotos e objetos que contam a história da educação pública do Paraná
O Museu da Escola Paranaense (MEP) completa um ano de reabertura com avanços significativos na organização, preservação e ampliação do seu acervo, que reúne registros da história da educação pública do Paraná. Desde agosto de 2025, o trabalho envolve a catalogação de livros, documentos e objetos, a organização de fotografias e plantas arquitetônicas, além da incorporação de novos materiais, incluindo doações de ex-alunos e ex-professores da rede estadual de ensino, segundo a coordenadora Vânia Mara Pereira Machado.
O acervo do museu vai além das peças expostas ao público. Documentos, fotografias, livros e objetos escolares passam por etapas de identificação, processamento técnico e organização para que suas características, origens e contextos históricos sejam registrados e preservados para as próximas gerações.
O MEP reúne diferentes coleções que ajudam a contar a trajetória da educação pública do Paraná. A biblioteca conta com aproximadamente mil livros catalogados; a coleção de documentos possui 1.132 itens; o acervo de objetos e mobiliário tem mais de 400 peças; e a coleção de fotografias conta com cerca de 6 mil imagens. Além disso, outras 12 mil plantas arquitetônicas do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), estão em processo de organização e catalogação.
Além das coleções já organizadas, o museu mantém uma frente de trabalho voltada à digitalização e ao processamento técnico de novos materiais. São 6.585 fotografias digitalizadas em preparação para catalogação, além de 94 itens dos acervos digitais de Cultura Escolar e Arquivos Escolares de instituições que foram encerradas, também nessa etapa.
Entre os bens físicos, aproximadamente 200 itens passam por processamento técnico, incluindo móveis, livros, quadros de formatura, diplomas, boletins, convites, cadernos e atividades escolares, usados no cotidiano educacional.
“Ao longo do ano, recebemos doações importantes, especialmente de ex-alunos e ex-professores da rede, que trouxeram cadernos, cartilhas, fotografias e outros materiais. Também recebemos registros de pessoas que, devido ao valor afetivo dos bens, optaram por não doá-los, mas autorizaram a digitalização para compor o acervo digital”, explica Vânia.
Antes de serem incorporados às coleções ou apresentados ao público, os materiais passam por procedimentos de identificação, organização e registro. O processamento técnico permite reunir informações sobre a origem, características e contexto histórico de cada item, além de contribuir para a conservação das peças e a organização do acervo para consultas e pesquisas.
“O processamento técnico é o que permite dar sentido histórico a cada item que chega ao museu. Não se trata apenas de guardar um objeto, mas de preservar as informações e as histórias que ele carrega sobre estudantes, professores, escolas e práticas educacionais de diferentes períodos”, destaca a coordenadora.
Como doar
Durante o primeiro ano após a reabertura, o MEP recebeu doações espontâneas de pessoas interessadas em contribuir para a preservação da memória escolar. A partir dessas experiências, o museu está organizando um fluxo de recebimento, avaliação e incorporação de novos materiais ao acervo.
Entre os itens de interesse histórico estão uniformes, troféus, medalhas, equipamentos, livros, objetos pedagógicos e bens pessoais, como cadernos, carteirinhas, estojos e instrumentos de escrita. Também podem ser incorporadas cartilhas de alfabetização e livros de formação de professores usados em escolas normais, especialmente materiais que ajudam a compreender as práticas educacionais de outras épocas.
“As pessoas interessadas em doar materiais devem enviar por e-mail uma relação dos objetos e documentos disponíveis, além da quantidade de imagens escolares para digitalização e uso em exposições. A equipe técnica fará uma análise prévia para avaliar o interesse histórico dos materiais”, explica Vânia. Após a avaliação, os itens selecionados são entregues mediante assinatura de um Termo de Doação.
O museu não recebe livros didáticos com menos de 50 anos, mas orienta os interessados a procurar grupos de pesquisa que trabalham com esse tipo de material.
Visitação
Até o início de setembro de 2026, mais de 3,2 mil pessoas visitaram o Museu da Escola Paranaense desde a reabertura. O público inclui estudantes das redes municipal, estadual e privada, pesquisadores, universitários, profissionais da educação e demais interessados na história da educação paranaense.
Além de conhecer o acervo, os grupos escolares participam de visitas mediadas e oficinas pedagógicas adaptadas à faixa etária dos estudantes. A iniciativa aproxima diferentes gerações da história da educação e permite conhecer materiais, ambientes e práticas escolares de outras épocas.
O trabalho desenvolvido pelo MEP busca manter documentos, fotografias, livros e objetos históricos preservados e acessíveis, contribuindo para o reconhecimento das experiências de estudantes e professores e para a compreensão das transformações da educação pública ao longo do tempo.



