Caso Val Marchiori destaca importância da colonoscopia na prevenção do câncer colorretal

Oncologista explica como lesões pré-malignas no intestino podem ser identificadas e tratadas para evitar o desenvolvimento do câncer

O relato da empresária e influenciadora Val Marchiori sobre a descoberta de uma lesão pré-maligna no intestino chama atenção para a importância da colonoscopia na prevenção do câncer colorretal. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 53.810 novos casos de câncer de cólon e reto por ano no triênio 2026-2028, sendo a terceira neoplasia mais incidente no país, sem considerar tumores de pele não melanoma.

De acordo com o oncologista Mauro Donadio, da Oncoclínicas, o câncer colorretal pode ser prevenido pela identificação e retirada de lesões precursoras, como os pólipos intestinais. “O rastreamento permite encontrar alterações antes mesmo de elas se tornarem um tumor de fato ou provocarem sintomas, aumentando as possibilidades de prevenção e de diagnóstico em fases iniciais”, explica.

Os pólipos são formações na camada interna do intestino grosso, e alguns tipos, como os adenomas e lesões serrilhadas, têm potencial para evoluir para câncer ao longo do tempo. O risco depende do tipo, tamanho, alterações celulares e quantidade de pólipos. A colonoscopia permite visualizar o interior do intestino e remover essas lesões durante o exame, que são encaminhadas para análise laboratorial.

Após a remoção, o acompanhamento médico considera o resultado da biópsia, a qualidade do exame e o histórico do paciente para definir a necessidade de novos exames ou tratamentos. A indicação do rastreamento deve ser individualizada, especialmente para quem tem histórico familiar ou condições que aumentam o risco.

O câncer colorretal pode ser silencioso, mas alguns sinais merecem investigação, como sangue nas fezes, mudanças persistentes no hábito intestinal, dor abdominal, anemia por deficiência de ferro, perda de peso inexplicada e sensação de evacuação incompleta. “Sangramento, anemia sem explicação e alterações intestinais persistentes não devem ser normalizados”, alerta Donadio.

Além dos exames, hábitos de vida influenciam o risco da doença. Sedentarismo, excesso de peso, consumo de álcool, tabagismo, ingestão elevada de carnes processadas e vermelhas, e dieta pobre em fibras aumentam o risco. Manter atividade física, peso saudável, evitar tabaco e álcool e priorizar alimentação equilibrada são medidas importantes para prevenção.

Val Marchiori passou por colonoscopia que identificou e removeu um pólipo de quase dois centímetros, reforçando a importância do exame mesmo na ausência de sintomas. “Quando falamos em câncer colorretal, prevenir não é apenas reduzir riscos, mas agir antes que uma lesão tenha a oportunidade de se transformar em um tumor”, conclui o oncologista Mauro Donadio.

Sobre a Oncoclínicas&Co: A Oncoclínicas&Co é um dos principais grupos dedicados ao tratamento do câncer no Brasil, com mais de 1.750 médicos especializados e presença em 136 unidades em 47 cidades. A empresa realiza cerca de 537 mil tratamentos por ano, integrando clínicas ambulatoriais a centros de alta complexidade e investindo em pesquisa, tecnologia e inovação para democratizar o acesso à oncologia de excelência.

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