Estudo da WeWork revela que propósito é mais importante que presença para cultura no trabalho híbrido
Pesquisa com 2.500 profissionais mostra que 61% temem estagnar na carreira e que encontros presenciais precisam ter propósito para fortalecer a cultura organizacional
Um estudo realizado pela WeWork em parceria com a Offerwise, com 2.500 profissionais de todo o Brasil, revela que 61% dos trabalhadores têm como maior medo não evoluir na carreira. A pesquisa, intitulada “A Experiência Laboral 2026 no Brasil”, analisa a convivência entre gerações no ambiente de trabalho híbrido e destaca que a cultura organizacional depende mais do propósito dos encontros do que da presença física obrigatória.
Segundo o levantamento, os entrevistados são compostos por 37% Millennials, 32% da Geração Z e 26% da Geração X. O estudo descreve Millennials e Geração Z como profissionais que buscam propósito e flexibilidade, enquanto a Geração X representa a base de estabilidade e experiência das equipes.
Claudio Hidalgo, presidente regional da WeWork Latam, afirma que “muita gente aprendeu a profissão olhando o colega da mesa ao lado. Hoje, boa parte da força de trabalho está construindo a carreira em modelos distribuídos. O desafio das empresas não é obrigar todos a voltar, mas garantir que o conhecimento continue circulando entre as gerações”.
O estudo também aponta que, embora 63% dos profissionais trabalhem presencialmente, 79% afirmam que a ida ao escritório é uma regra do empregador e não uma escolha. Se pudessem decidir, apenas 42% optariam pelo modelo presencial. A integração da equipe (55%) e o fortalecimento das relações (49%) são os principais valores atribuídos ao encontro presencial, mas a obrigação sem propósito é amplamente rejeitada.
“Cultura não se sustenta por presença obrigatória. Ela se sustenta quando o encontro tem propósito. E poucos propósitos são tão claros quanto aprender com quem já percorreu o caminho”, destaca Hidalgo.
O conceito de liderança emocional também é ressaltado no estudo: em ambientes híbridos, a cultura se mantém pelo propósito e pela conexão real, e não pelo controle. Isso transforma o papel do escritório, que deixa de ser o local da rotina para se tornar um espaço de encontro, colaboração e troca entre profissionais com trajetórias diferentes.
Além disso, o bem-estar é um critério fundamental para a permanência no emprego. Para 93% dos profissionais, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional é essencial, e 64% trocariam de emprego por mais qualidade de vida, mesmo ganhando menos.
“O maior medo dos profissionais hoje é não evoluir. Quando a empresa transforma o escritório em espaço de troca e desenvolvimento, o retorno deixa de ser uma regra e passa a ser uma escolha”, conclui Claudio Hidalgo.



