Dia Internacional da Menopausa: mudanças podem começar até dez anos antes e vão além dos fogachos
Especialista alerta para sinais que muitas mulheres confundem com estresse ou envelhecimento e destaca a importância de um olhar integral para a saúde nessa fase
São Paulo, outubro de 2026 – No Dia Internacional da Menopausa, celebrado em 18 de outubro, especialistas alertam que as mudanças hormonais podem começar até dez anos antes da menopausa e vão muito além dos sintomas mais conhecidos, como fogachos e interrupção da menstruação. Insônia, cansaço persistente, dificuldade para emagrecer, aumento da gordura abdominal, irritabilidade, perda de libido, lapsos de memória e sensação de “névoa mental” são sinais que muitas mulheres ainda confundem com estresse ou envelhecimento, segundo o Dr. Joaquim Menezes, médico e fundador do Instituto Evollution.
De acordo com o Dr. Joaquim, essa transição hormonal pode impactar diferentes sistemas do organismo, incluindo metabolismo, composição corporal, sono, cognição, saúde cardiovascular e óssea, pele, libido, humor e bem-estar. Ele destaca que os sintomas aparecem de forma gradual e fragmentada, o que dificulta o reconhecimento precoce.
Um estudo publicado na revista Menopause, realizado com mais de 7.600 mulheres nos Estados Unidos, revelou que 34% das participantes não tinham certeza sobre seu estágio reprodutivo, índice que chegou a 42% entre aquelas de 40 a 44 anos, evidenciando o desconhecimento sobre o tema.
Mudanças além dos hormônios
O estrogênio participa de processos relacionados ao sono, cognição, metabolismo, saúde cardiovascular, integridade óssea, produção de colágeno e modulação de neurotransmissores ligados ao humor e ao bem-estar. Por isso, suas oscilações podem produzir manifestações aparentemente desconectadas, explica o especialista.
O Dr. Joaquim ressalta a importância de um olhar integral para a menopausa, considerando metabolismo, massa muscular, sono, alimentação, atividade física e saúde emocional dentro da realidade de cada mulher. Ele destaca que muitas vezes as pacientes procuram ajuda para controlar peso, dormir melhor ou recuperar energia e descobrem outras mudanças simultâneas relacionadas à transição hormonal.
Composição corporal e estratégias personalizadas
Durante essa fase, alterações metabólicas podem estar associadas a mudanças na distribuição da gordura corporal, enquanto a preservação da massa muscular ganha ainda mais importância. Por isso, alimentação adequada, atividade física, sono e acompanhamento individualizado são componentes relevantes para a saúde e longevidade, segundo o Instituto Evollution.
O especialista também destaca que não existe uma estratégia única para todas as mulheres. Histórico clínico, exames laboratoriais, fatores de risco, sintomas e objetivos individuais devem ser considerados antes da definição de qualquer tratamento.
Ele menciona ainda o conceito de “janela de oportunidade”, período em que determinados tecidos apresentam resposta mais favorável aos hormônios nos primeiros anos após o início da queda hormonal. A identificação precoce dos sintomas e avaliação individualizada podem impactar positivamente a qualidade de vida e a prevenção de problemas futuros.
“Menopausa não deve ser sinônimo de perda inevitável de qualidade de vida. O Dia Internacional da Menopausa é uma oportunidade para ampliar essa conversa e mostrar que informação e acompanhamento adequado fazem diferença. Quanto mais cedo entendemos o que está acontecendo no organismo, melhores são as condições para construir uma estratégia individualizada para atravessar essa fase com saúde, disposição e qualidade de vida”, conclui o Dr. Joaquim Menezes.



