Nem CLT, nem PJ: livro revela como empreender no cooperativismo
Maíra Santiago lança guia prático para quem busca uma nova forma de trabalhar por meio do cooperativismo
Maíra Santiago, autora com 25 anos de experiência em educação corporativa e cooperativista, lança o livro “Nem CLT, nem PJ – Como empreender uma cooperativa”, que apresenta um guia prático para quem deseja empreender de forma coletiva. O lançamento ocorrerá em outubro durante o WCM 2026, em Belo Horizonte, um dos principais eventos do cooperativismo no Brasil, segundo a Vigia Editora, responsável pela publicação.
O livro reúne aprendizados da criação da Cooperativa Coletiva, fundada por Maíra e outros profissionais que buscavam alternativas ao trabalho tradicional com carteira assinada ou como pessoa jurídica. Em 22 capítulos ilustrados, a autora detalha a constituição da cooperativa, os acordos entre sócios, e a organização das áreas comercial, financeira e administrativa.
Além disso, aborda desafios específicos do modelo cooperativo, como a realização da assembleia constituinte e a organização das rotinas e resultados do trabalho coletivo. “No cooperativismo, ninguém está sozinho”, destaca Maíra, que pretende mostrar que é possível trabalhar de forma sustentável e crescer fora dos modelos tradicionais.
Um diferencial do livro está nas páginas finais, onde o leitor encontra “50 passos para cooperar – Aprendizados práticos para criar a sua cooperativa”, um resumo das principais lições vividas pela autora na criação da Coletiva, que serve como ponto de partida para quem deseja empreender no cooperativismo.
Segundo dados da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), o cooperativismo reúne mais de 1 bilhão de pessoas em 3 milhões de cooperativas no mundo, gerando cerca de 280 milhões de empregos, o que representa 10% da população ocupada globalmente. No Brasil, o AnuárioCoop 2026 do Sistema OCB registra 29 milhões de cooperados, um em cada sete brasileiros, com crescimento de 86% entre 2019 e 2025. Em 2025, as cooperativas brasileiras movimentaram R$ 848 bilhões e distribuíram R$ 61 bilhões em sobras aos cooperados, que são os donos dos negócios, conforme aponta a autora.
Esta é a 15ª publicação da Vigia Editora, que tem o cooperativismo como uma de suas principais frentes editoriais e já conquistou prêmios como Aberje e foi semifinalista do Prêmio Jabuti Acadêmico.



