Até 60% das mulheres relatam sintomas cognitivos na menopausa; neuropsicóloga explica como investigar e cuidar

Neuropsicóloga Anelise Pirola destaca a importância da avaliação e cuidados para a 'névoa mental' na menopausa, que afeta milhões de brasileiras e gera impacto no trabalho

Cerca de 29 milhões de brasileiras estão em fase climatérica ou pós-menopausa, o que corresponde a 27,9% da população feminina, segundo o Censo 2022 do IBGE. Muitas dessas mulheres enfrentam sintomas cognitivos como esquecimentos, dificuldade de concentração e lentidão mental, conhecidos como “névoa mental”. De acordo com levantamento do Ipsos com 800 brasileiras, 44% das mulheres com sintomas da menopausa não fazem acompanhamento médico, e metade já ouviu que suas queixas eram “exagero ou algo normal”.

O impacto desses sintomas também é sentido no ambiente de trabalho. Um estudo lançado em 2026 estima que 1,9 milhão de brasileiras por ano perdem dias de trabalho devido aos sintomas climatéricos, gerando um custo de R$ 2 bilhões para as empresas, considerando apenas as faltas formais.

Como investigar e cuidar

Segundo a neuropsicóloga Anelise Pirola, especialista em longevidade saudável e neurofeedback, o primeiro passo é levar a queixa cognitiva a sério. “Muitas mulheres chegam acreditando que estão perdendo a capacidade, quando estão atravessando uma fase de mudanças hormonais, de sono e de sobrecarga que afeta a atenção, a memória e a clareza mental. Entender o que acontece devolve a segurança”, afirma a especialista.

A avaliação neuropsicológica permite mapear atenção, memória e velocidade de processamento, diferenciando variações próprias da transição menopausal do que necessita de acompanhamento. “Com o resultado, é possível traçar estratégias personalizadas, como higiene do sono, organização da rotina e treinamento cerebral com neurofeedback, sempre junto ao acompanhamento do especialista”, destaca Anelise.

Ela é idealizadora do programa Reserva de Clareza, que reúne cinco movimentos para preservar a energia mental: reconhecer onde a energia está sendo gasta, entender o que drena e repõe essa energia, reorganizar prioridades para reduzir o desgaste nas decisões, converter ajustes em hábitos sustentáveis e proteger a clareza conquistada ao longo da maturidade.

“A menopausa não precisa ser sinônimo de perda de clareza. Com informação, avaliação adequada e cuidado contínuo, é possível atravessar essa fase com mais energia mental e qualidade de vida”, conclui Anelise Pirola.

Sobre Anelise Pirola

Anelise Pirola é neuropsicóloga, idealizadora do Instituto AIDA e especialista em longevidade saudável, com vasta experiência em biorregulação e neurofeedback. Ela é reconhecida por aplicar o treinamento cerebral para otimizar a performance cognitiva e emocional, tratando condições como déficit de atenção, ansiedade e insônia, além de maximizar a performance executiva no ambiente corporativo e pessoal.

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