Sigal Meizler lidera reciclagem de pneus em Araçariguama

Segundo a SAG Ambiental, operação transforma pneus inservíveis em matérias-primas e mantém rastreabilidade do recebimento à destinação.

Segundo a SAG Ambiental, a empresa opera uma recicladora de pneus inservíveis em Araçariguama, no interior de São Paulo, sob liderança de sua CEO, Sigal Meizler. A companhia afirma que sua proposta é transformar o material descartado em matérias-primas para novos usos e manter o controle da carga desde o recebimento até a destinação dos componentes.

De acordo com a apresentação divulgada pela SAG Ambiental, Meizler também é diretora de Comunicação e Marketing do Infra Women Brazil. A empresa informa ainda que mais de 70% da equipe administrativa das companhias do grupo é formada por mulheres.

O contexto da destinação adequada segue relevante no país. Conforme o Relatório de Pneumáticos 2025 do Ibama, referente ao ano-base de 2024, a meta nacional era destinar 826 mil toneladas de pneus inservíveis. Desse total, 784,1 mil toneladas receberam destinação ambientalmente adequada, enquanto 5,08% — cerca de 42 mil toneladas — ficaram sem destinação declarada.

Do descarte à nova matéria-prima

Segundo a SAG Ambiental, a unidade recebe pneus provenientes de oficinas, transportadoras, empresas com frotas próprias, indústrias e órgãos públicos, além de aceitar entregas diretas. Depois da recepção e da triagem, o material passa por destalonamento, trituração, separação de componentes e classificação da borracha por granulometria.

A companhia informa que o processo gera chips, granulados, pó de borracha e aço recuperado. Ainda segundo a empresa, os granulados e o pó podem ser usados, após testes e homologação para cada aplicação, em pisos de academias e playgrounds, quadras esportivas, gramados sintéticos, mantas, solados, compostos de borracha e asfalto-borracha. O aço recuperado é destinado a siderúrgicas e fundições; a parcela que não se torna matéria-prima é aproveitada como combustível em fornos de cimento.

“Mesmo quando já não pode rodar com segurança, o pneu ainda carrega muita borracha em sua estrutura. Ao entrar em nossa linha de reciclagem, ele passa por processos de transformação que dão origem a novos materiais, destinados a diferentes aplicações”, afirma Sigal Meizler, CEO da SAG Ambiental.

Capacidade e rastreabilidade

A SAG Ambiental declara ter capacidade instalada para receber até 43 mil toneladas de pneus por ano e processar 21 mil toneladas anuais nesta primeira fase. Conforme o fact sheet da companhia, a fábrica ocupa 96 mil metros quadrados, dos quais 8.194 m² correspondem à área construída, e gera 55 empregos diretos.

Para comprovar a destinação, a recicladora informa documentar a origem da carga, o transporte e a entrada na unidade, com emissão de Certificado de Destinação Final ao término do procedimento. A empresa também declara operar com Licença de Operação emitida pela Cetesb, válida até 2032.

Trajetória ligada à inovação

Segundo a apresentação profissional divulgada pela SAG Ambiental, Meizler lidera negócios familiares desde os 21 anos. Antes da nova operação, foi cofundadora da ATME, dedicada à captação de soluções tecnológicas internacionais para projetos de tratamento de água, redução de perdas e eficiência energética voltados à indústria brasileira.

Na avaliação da SAG Ambiental, a coleta, a separação e o processamento dos pneus permitem reinserir seus componentes em cadeias produtivas de diferentes setores.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 20 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar