Fotografia subaquática: o que há por trás de uma imagem do mar
No Dia Nacional do Mar, Fabi Fregonesi explica como técnica, planejamento e respeito aos animais orientam os registros no oceano.
Uma imagem subaquática pode transmitir calma, cor e movimento em poucos segundos, mas o registro costuma começar bem antes do clique. No Dia Nacional do Mar, celebrado no Brasil em 12 de outubro, a fotógrafa subaquática brasileira Fabi Fregonesi explica que fotografar no oceano envolve planejamento, leitura das condições da água e, acima de tudo, respeito ao espaço dos animais.
Fabi, primeira brasileira a alcançar o pódio do Underwater Photographer of the Year, vê nas imagens uma possibilidade de aproximar o público de um universo que ainda é distante para muita gente. “Vejo esse trabalho como um meio de fazer mais pessoas se conscientizarem sobre o mar e tudo que é necessário para a conservação da vida marinha. Acredito que as imagens registradas permitem essa conexão com o oceano”, afirma.
A ideia dialoga com uma afirmação atribuída à Organização das Nações Unidas (ONU) no material divulgado pela EDB Comunicação: “a fotografia pode destacar desafios e soluções relacionados ao desenvolvimento sustentável no âmbito oceânico”.
Por que fotografar debaixo d’água é diferente?
Segundo Fabi Fregonesi, a água muda a forma como a luz se comporta. Contraste, intensidade das cores e nitidez podem diminuir, enquanto algumas tonalidades desaparecem gradualmente conforme a profundidade aumenta. Por isso, a preparação técnica é parte decisiva de uma fotografia que pode parecer espontânea.
“As pessoas vêem apenas o resultado, mas existe muito planejamento por trás de cada fotografia. A escolha da lente, a posição em relação ao animal, a leitura da luz e até a forma como nos movimentamos na água influenciam diretamente a qualidade da imagem”, afirma a fotógrafa.
De acordo com o release da EDB Comunicação sobre o trabalho de Fabi, aproximar a câmera do que será registrado costuma ser mais eficiente do que recorrer a lentes de longo alcance. A razão, conforme o material, é que a própria água contém partículas que interferem na passagem da luz e podem comprometer a definição da cena.
O release informa que câmeras profissionais são instaladas em caixas estanques, que protegem o equipamento e permitem controlar suas funções durante o mergulho. Lentes grande-angulares podem ser usadas em paisagens e animais maiores; as macro, em organismos pequenos. Flashes e iluminação específica ajudam a recuperar parte das cores perdidas em profundidade.
“O equipamento é importante, mas ele não faz a fotografia sozinho. Conhecer as condições do ambiente, entender como a luz está se comportando e saber exatamente quando fotografar são fatores que fazem uma diferença enorme”, explica Fabi.
O limite é sempre o bem-estar do animal
Para Fabi Fregonesi, observar os movimentos dos animais, compreender seus padrões de comportamento e aguardar oportunidades naturais de aproximação é preferível a persegui-los. O critério, segundo ela, deve ser preservar o comportamento autêntico da vida marinha.
“A aproximação nunca pode ser mais importante do que o animal. O objetivo é registrar um comportamento autêntico sem causar qualquer tipo de perturbação. Quando percebemos sinais de desconforto ou estresse, o correto é aumentar a distância e respeitar o espaço”, destaca.
O tempo também é curto: segundo o release da EDB Comunicação, mergulhos recreativos frequentemente duram entre 45 e 60 minutos, considerando descida, deslocamento, observação e retorno à superfície. Entre espera, técnica e atenção ao ambiente, uma imagem pode condensar uma longa história de paciência. “O mar é um ambiente extremamente dinâmico. Muitas vezes você passa boa parte do mergulho observando e esperando até que todos os elementos se alinhem. É aí que a imagem se torna também uma história a ser contada”, conclui Fabi.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



