Dia das Crianças: como planejar gastos sem apertar as contas
Com orçamento definido, lazer de baixo custo e atenção ao crédito, famílias podem celebrar a data sem prolongar a dívida.
Presentes, passeios, lanches e a vontade de criar um dia especial para as crianças podem elevar rapidamente os gastos de outubro. Para atravessar o Dia das Crianças sem transformar a celebração em aperto no mês seguinte, o ponto de partida é definir quanto a família pode gastar antes de fazer planos — e adaptar o roteiro a esse limite.
O alerta ganha peso em um contexto de endividamento das famílias mencionado em material divulgado pela Simplic. A fintech informa que a busca por crédito cresceu 21,85%. O mesmo material cita dados do Banco Central segundo os quais taxas do cheque especial ultrapassaram 300% ao ano em muitas instituições em 2025.
Comece por um orçamento para a data
A orientação apresentada pela Simplic é separar uma quantia específica para o Dia das Crianças e anotar todas as despesas previstas: presente, transporte, ingressos, alimentação e pequenos extras. Somar esses itens antes da compra ajuda a verificar se o plano cabe na renda disponível e se há margem para imprevistos.
Se a conta ultrapassar esse teto, rever prioridades pode ser necessário. Um presente menor combinado a uma experiência no parque, por exemplo, pode adequar a comemoração ao orçamento, em vez de concentrar os gastos em compras e atividades pagas.
Crédito exige conta feita antes
Marco Afonso, executivo de Negócios da Simplic, orienta que despesas previsíveis sejam analisadas com antecedência. “Para despesas previsíveis, o crédito pessoal pode ser um grande organizador. O mais estratégico é simular as parcelas e garantir que elas caibam no orçamento dos meses seguintes, transformando um pico de gastos em uma previsibilidade tranquila”, afirma.
Segundo Afonso, a diferença está em planejar o valor e as parcelas antes da contratação, em vez de usar o limite do cheque especial depois que a conta já apertou. O executivo ressalta que o crédito não deve comprometer gastos essenciais dos meses seguintes, como despesas escolares.
Na prática, a recomendação do executivo é considerar o custo total da opção escolhida e assumir apenas uma parcela compatível com o fluxo de caixa familiar. Se ela não couber, reduzir o gasto planejado evita que uma despesa pontual se prolongue no orçamento.
Lazer em família pode custar menos
O material da Simplic também sugere atrações ao ar livre e espaços culturais nas capitais. Em São Paulo, Parque Ibirapuera e Museu Catavento aparecem entre as possibilidades; no Rio de Janeiro, Aterro do Flamengo, Quinta da Boa Vista e Museu do Amanhã; em Belo Horizonte, o Circuito Cultural Praça da Liberdade; e, em Porto Alegre, Parque Moinhos de Vento, Orla do Guaíba e Santander Cultural.
Como dias de gratuidade, meia-entrada, horários e programações podem mudar, é importante confirmar as condições diretamente com cada atração antes de sair de casa.
Desconto só vale quando já faz sentido comprar
Cupons podem reduzir o valor de itens e serviços que já estavam no planejamento. A Simplic cita a plataforma Cuponation como agregadora de ofertas para marcas e categorias variadas. Ainda assim, o desconto não deve ser motivo para uma compra fora do orçamento: a economia mais consistente é não criar uma nova dívida para prolongar uma comemoração de um dia.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



