Cultura Inglesa Festival une arte, juventude e clima
29º festival ocorre de 21 a 31 de outubro de 2026 em quatro cidades, com música, teatro, cinema, debates e ações acessíveis.
Arte, redes sociais, crise climática e encontros em diferentes territórios são os fios da 29º edição do Cultura Inglesa Festival, programada para 21 a 31 de outubro de 2026 em São Paulo, Santos, Campinas e Brasília. De acordo com a programação divulgada pela Cultura Inglesa, o evento reúne música, teatro, cinema, debates e atividades formativas, em uma edição que antecede os 30 anos do festival.
Segundo Liliane Rebelo, diretora de Cultura e Sociedade na Cultura Inglesa, o festival aposta na diversidade de linguagens e em conversas relacionadas aos desafios do presente. Para a diretora, a esperança que orienta esta edição é entendida como ação e exercício coletivo de imaginação.
Juventude, redes sociais e saúde mental em pauta
Um dos eixos da programação é Famehungry, criação da artista britânica Louise Orwin. Segundo o festival, o espetáculo será apresentado em 24 de outubro, no Sesc Santos, e em 30 e 31 de outubro, no Sesc 24 de Maio, em São Paulo. A obra acontece simultaneamente no palco e no TikTok Live, colocando em confronto a plateia presencial, a audiência virtual e o algoritmo.
De acordo com a Cultura Inglesa, a criação nasceu da imersão de Orwin no universo da plataforma e aborda adolescência, redes sociais, visibilidade e o preço da fama. A artista também participa da mesa Escutar é preciso: juventude, saúde mental e redes sociais, em 21 de outubro, no Centro Brasileiro Britânico (CBB), em São Paulo. A programação informa que o debate terá a psicóloga e psicanalista Marília Velano, doutora em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da USP e especialista em desenvolvimento infantojuvenil, para tratar dos impactos da virtualidade e das redes sociais na saúde mental de adolescentes e jovens. Haron Miquilno, profissional de relações públicas e estrategista de conteúdo e carreira, também participa da conversa.
Clima, poesia e cultura nos territórios
No mesmo dia, o CBB recebe o encontro Direito ao Futuro: juventude e crise climática. Segundo a programação do festival, a conversa parte de A Citizens’ Assembly, do diretor britânico Andy Smith em colaboração com Lynsey O’Sullivan, para debater a participação das novas gerações em decisões sobre a crise climática. Participam Daniela Vianna, jornalista, pesquisadora sênior e consultora em adaptação climática; Cleicí Patauá, advogada e especialista em sustentabilidade corporativa; e Lara Bonfim, artista e ativista de 16 anos integrante do coletivo Creative Earth Alliance.
Já em 23 de outubro, o Vão Livre do MASP recebe o Slam do Corpo, apresentado pelo festival como a primeira batalha de poesia entre poetas surdos e ouvintes do Brasil. Com coordenação de Léo Castilho e Érika Mota, a atividade reúne duplas que criam e se apresentam simultaneamente em Libras e língua portuguesa.
Em Paraisópolis, a programação de 24 de outubro inclui oficina de autorretrato com o artista visual e arte-educador Samuel Silva, apresentação do Coral Brave Voices e atividades de passinho com o grupo NGKS (Negroskis). De acordo com a Cultura Inglesa, as ações gratuitas foram desenvolvidas a partir da identidade do território.
Agnes Nunes, cinema e acessibilidade
Na música, Agnes Nunes apresenta o álbum O Amor e Suas Variáveis, lançado em 2024, em 31 de outubro, na Casa Natura Musical, em São Paulo. Segundo a Cultura Inglesa, a cantora incluirá interpretações de músicas em inglês e a renda da bilheteria será destinada a ações no território de Paraisópolis.
A agenda divulgada pelo festival inclui ainda uma sessão ao ar livre de De Volta para o Futuro, em 30 de outubro na Cinemateca Brasileira, e a Parada do Orgulho PcD Brasil, em 31 de outubro no Museu Nacional da República, em Brasília, com Libras e audiodescrição. A programação completa está em culturainglesafestival.com.br.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



