Entidades cobram planos para SUS, clima e ciência na eleição

ABC e SBPC enviaram dez perguntas às candidaturas e fixaram prazo de resposta até 15 de outubro de 2026.

Temas que atravessam diretamente a vida das brasileiras — como SUS, eventos climáticos extremos, educação pública, desigualdades de gênero e acesso à tecnologia — estão no centro de um questionário enviado pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) e pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) aos candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Segundo as entidades, as campanhas têm até 15 de outubro de 2026, ao meio-dia, para responder.

O documento reúne dez perguntas sobre ciência, tecnologia, educação, saúde pública, clima e desenvolvimento econômico. A iniciativa é realizada em parceria com o Instituto Serrapilheira e conta com a adesão de sociedades científicas afiliadas e entidades do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, de acordo com o material divulgado pela ABC e pela SBPC.

O que as campanhas precisam detalhar

Para cada questão, ABC e SBPC solicitaram cinco elementos: o compromisso assumido, a meta, o instrumento previsto para colocá-la em prática, o prazo e a fonte de financiamento. Conforme as entidades, as respostas devem respeitar o limite de 1.500 caracteres por pergunta, embora as equipes de campanha também possam encaminhar textos em formato livre.

Na área da saúde, a pergunta é como cada eventual governo pretende fortalecer o SUS e ampliar a capacidade brasileira de pesquisar e produzir medicamentos, vacinas, equipamentos e tecnologias essenciais. Já no campo do clima e da biodiversidade, as entidades questionam quais medidas serão tomadas para preparar cidades, agricultura, infraestrutura e população para eventos extremos, ao mesmo tempo em que os biomas brasileiros são protegidos.

O questionário também inclui um ponto específico sobre desigualdades sociais, raciais, de gênero e regionais. As candidaturas são perguntadas sobre metas para reduzir essas diferenças, descentralizar capacidades científicas, tecnológicas e produtivas e manter políticas de cotas e assistência estudantil.

IA, educação e futuro do trabalho

Outro eixo da iniciativa trata de inteligência artificial e soberania digital. Segundo ABC e SBPC, a questão pede propostas para desenvolver capacidade nacional em IA, infraestrutura computacional, dados e tecnologias digitais estratégicas, com proteção de direitos e da soberania do país.

Ciência e educação também aparecem de forma direta: as entidades perguntam quais metas serão assumidas para ampliar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento, fortalecer o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), universidades, institutos de pesquisa e educação pública, além de formar novas gerações de cientistas.

As demais perguntas abordam democracia e desinformação, segurança pública, indústria e trabalho, energia e recursos estratégicos, o papel do Brasil no mundo e as transformações estruturais pretendidas para as próximas gerações.

Publicação sem notas ou rankings

De acordo com as entidades, as duas campanhas receberam o mesmo questionário, prazo e formato de divulgação. As respostas completas serão publicadas, sem cortes, resumos ou edições substantivas, na plataforma Observatório das Eleições 2026. Caso uma candidatura não responda dentro do prazo, o portal deverá registrar que não houve resposta até a data informada.

A iniciativa não prevê notas, rankings ou recomendação eleitoral. ABC e SBPC informam ainda que convidaram os dois candidatos para encontros remotos gravados, previstos para 16 e 17 de outubro, e que, a partir de 26 de outubro de 2026, as propostas e metas apresentadas deverão integrar um painel público de monitoramento até 2030.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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