ASICS: Brasil lidera em atividade física e sedentarismo
Pesquisa com 34 mil adultos aponta os maiores índices nos dois extremos entre quatro países latino-americanos.
No Brasil, a atividade física aparece em dois extremos: o país tem a maior proporção de adultos que alcançam 150 minutos semanais de movimento e, ao mesmo tempo, a maior parcela de pessoas que fazem menos de 30 minutos por semana entre quatro nações latino-americanas analisadas. Os dados são do Relatório de Preservação do Movimento 2026, pesquisa global da ASICS que ouviu 34 mil adultos em 31 mercados.
Na comparação regional, 40,7% dos brasileiros atingem a recomendação semanal de 150 minutos de atividade física da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda assim, 59,3% ficam abaixo desse patamar. No Chile, no Peru e na Colômbia, a proporção abaixo da recomendação é de 65,7%, 65,1% e 60,8%, respectivamente.
Brasil reúne os dois extremos
Entre as pessoas que relatam menos de 30 minutos de atividade física por semana, o índice brasileiro é de 34,5%. No Chile, chega a 33,8%; no Peru, a 25,2%; e na Colômbia, a 24%. Assim, o Brasil aparece no topo tanto entre quem alcança a referência semanal quanto entre quem relata o menor nível de atividade.
Os participantes brasileiros também estimam passar cerca de 14 das 16 horas em que estão acordados praticamente sem se movimentar. Isso corresponde a 88% do período, o maior percentual entre os quatro países. No Peru, o índice é de 85%; no Chile, 83%; e na Colômbia, 82%.
“Os dados mostram que não existe uma única realidade sobre o movimento na América Latina. Há diferenças importantes entre os países e dentro de cada população. O Brasil chama atenção e reforça a necessidade de tornar a atividade física mais acessível e presente no cotidiano, respeitando diferentes rotinas, possibilidades e formas de se movimentar”, afirma Constanza Novillo, diretora de Marketing da ASICS América Latina.
O que a pesquisa diz sobre Estado Mental
O levantamento também avaliou a percepção dos participantes sobre dez características cognitivas e emocionais, como disposição, confiança, concentração, tranquilidade e capacidade de lidar com o estresse. As respostas compõem um indicador próprio da pesquisa, chamado Estado Mental (State of Mind), calculado em uma escala de 10 a 100.
Entre os países latino-americanos incluídos, a Colômbia teve a maior pontuação, com 71. O Brasil registrou 68, enquanto Chile e Peru ficaram com 66 cada. O indicador foi desenvolvido para comparar os grupos avaliados e não representa um diagnóstico clínico nem comprova relação de causa e efeito entre atividade física e saúde mental.
O estudo foi realizado online em julho de 2026, com amostras representativas por idade, gênero e região. As informações sobre movimentação são autodeclaradas. A pesquisa considerou três faixas de atividade semanal: 150 minutos ou mais, entre 30 e 149 minutos e menos de 30 minutos.
Campanha propõe recuperar momentos de movimento
Os resultados foram divulgados por ocasião do Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado em 10 de outubro, e acompanham o Projeto de Preservação do Movimento, campanha global da ASICS. A iniciativa chama atenção para a maneira como telas, serviços digitais e conveniência podem reduzir as oportunidades de atividade física no cotidiano. A campanha também apresenta o curta-metragem Natureza Humana, inspirado em documentários sobre a natureza e narrado pela atriz Sigourney Weaver.
Entre as ações está “15 Minutos para Elevar sua Mente”, convite para reservar ao menos 15 minutos do dia a uma atividade como caminhar, correr, dançar ou praticar um esporte. Novillo afirma que a proposta não é transformar o exercício em obrigação nem definir uma única forma correta de se movimentar, mas recuperar oportunidades que desapareceram da rotina e reconhecer que pequenas escolhas também podem contribuir para o bem-estar do corpo e da mente.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



