Skincare infantil: o que evitar na rotina das crianças
SBD-RS alerta para riscos de cosméticos adultos e recomenda cuidados simples com a pele na infância.
Produtos com retinol, ácidos e outros ativos anti-idade podem aparecer em rotinas de beleza nas redes sociais, mas foram desenvolvidos para adultos e podem trazer riscos quando usados por crianças e adolescentes. Com a proximidade do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) alerta para possíveis alergias, irritações, manchas e queimaduras químicas associadas ao uso precoce desses cosméticos.
A preocupação, segundo a entidade, não se limita às reações na pele. Rotinas inspiradas em conteúdos das redes também podem contribuir para a pressão estética na infância. A orientação é priorizar proteção, saúde e hábitos simples, sem transformar o cuidado diário em uma sequência de produtos.
Por que a pele infantil exige atenção
A dermatologista associada à SBD-RS e PhD em Ciências da Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Dra. Flávia Regin, explica que a pele das crianças é mais delicada e que os produtos podem penetrar com maior facilidade. “A pele da criança é muito mais delicada. Os produtos penetram com maior facilidade, o que aumenta significativamente o risco de irritações, alergias e queimaduras químicas”, explica.
Esfoliantes também devem ser evitados. Já hidratantes destinados a peles maduras podem favorecer o surgimento de cravos e espinhas em adolescentes. A dermatologista alerta ainda que aplicar muitos produtos aumenta as chances de reações: “Quanto maior o número de substâncias aplicadas, maior a chance de desenvolver dermatite de contato, alergias e irritações”, reforça.
Cuidados simples no dia a dia
Em vez de reproduzir rotinas elaboradas, a especialista recomenda medidas básicas de proteção. “Sabonete líquido suave, protetor solar e chapéu são bem-vindos. Procurar a sombra, beber água e manter uma alimentação equilibrada também fazem parte dos cuidados com a pele”, orienta a dermatologista.
Maquiagens infantis, por sua vez, devem ser usadas apenas de forma eventual e lúdica. A Dra. Flávia Regin também recomenda reduzir o uso de esmaltes durante a infância, evitando exposições desnecessárias a substâncias químicas.
Quando a relação com a aparência preocupa
Pais e responsáveis podem observar como crianças e adolescentes se relacionam com a própria imagem. Preocupação excessiva com imperfeições, longos períodos diante do espelho ou a sensação de não poder sair de casa sem maquiagem são sinais que merecem atenção da família.
“Uma coisa é brincar de maquiagem. Outra é procurar defeitos no próprio rosto. Esse comportamento acende um sinal de alerta e merece atenção da família”, conclui a dermatologista.
Em caso de suspeita, a orientação é procurar um médico dermatologista. A SBD-RS informa que é possível conferir profissionais habilitados no site sbdrs.org.br.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



