Proteína para ganhar massa: quanto consumir e como distribuir
Pesquisa da AtlasIntel aponta ganho de massa como principal motivação para consumir produtos proteicos prontos; nutrólogo explica ingestão e uso do whey.
Ganhar massa muscular é a principal motivação para consumir produtos proteicos prontos entre os adultos ouvidos em uma pesquisa da AtlasIntel. O levantamento ouviu 1.501 pessoas que já consumiram esse tipo de produto. Mas, quando o assunto é proteína no dia a dia, a quantidade depende de fatores individuais, e as refeições também podem atender às necessidades de quem busca hipertrofia.
Gustavo Silva, médico e professor de pós-graduação em Nutrologia da Afya Educação Médica Curitiba, explica que o exercício e a proteína têm papéis complementares nesse processo. O organismo quebra as proteínas dos alimentos em aminoácidos, que são absorvidos e transportados pela corrente sanguínea até os músculos. Com o estímulo do exercício, esses aminoácidos compõem o tecido muscular.
O que os dados mostram sobre produtos proteicos
Na pesquisa da AtlasIntel, o ganho de massa muscular foi citado por 54,5% dos entrevistados como motivação para consumir produtos proteicos prontos. A reposição de proteína na alimentação apareceu em seguida, mencionada por 36,8%, enquanto 32% apontaram a manutenção da saúde.
Os resultados mostram que as motivações incluem objetivos além do desempenho esportivo. O material da pesquisa também associa o consumo à alimentação cotidiana e ao bem-estar. Os percentuais descrevem as respostas dos participantes; não estabelecem uma quantidade de proteína indicada para cada pessoa.
Quanto de proteína consumir por dia?
Silva ressalta que a avaliação deve ser individualizada, considerando condições de saúde, hábitos, tipo e intensidade da atividade física, altura e objetivos. Para pessoas saudáveis, ele apresenta uma faixa geral de 0,8 a 2 gramas de proteína por quilo de peso corporal. Como referência que costuma orientar seus pacientes, menciona 1,5 grama por quilo, que pode ser fracionada em quatro ou cinco refeições ao longo do dia.
Essa conta não equivale ao peso do alimento. O médico exemplifica que 100 gramas de frango têm aproximadamente 30 gramas de proteína. Para estimar o consumo diário, portanto, é preciso considerar tanto a quantidade de cada alimento quanto o teor de proteína presente nele.
A referência de 1,5 grama por quilo é uma orientação geral mencionada pelo especialista, não uma prescrição individual. Como a avaliação depende das características de cada pessoa, a necessidade pode variar.
Whey protein é obrigatório?
Para Silva, o whey protein pode ser um aliado por oferecer proteína de alto valor biológico em um volume pequeno de refeição. Ele pode facilitar a ingestão para quem tem uma rotina corrida ou dificuldade para consumir carnes. O especialista também cita idosos, que podem comer relativamente pouco, como pessoas que podem se beneficiar do suplemento.
O nutrólogo afirma, porém, que uma alimentação organizada e equilibrada, com quatro ou cinco refeições diárias contendo fontes de proteína, em geral supre as necessidades de uma pessoa. Assim, o whey não é obrigatório. A escolha depende da rotina e da avaliação individual, e não deve ser tratada como uma etapa indispensável para ganhar massa muscular.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



