Alimentação ultraprocessada pode afetar pele e cabelos
Endocrinologista relaciona refeições pobres em nutrientes a alterações na pele e à queda capilar e destaca a importância de uma alimentação variada.
Uma alimentação baseada em refeições prontas e pobre em nutrientes pode repercutir na saúde metabólica e também na pele e nos cabelos. A endocrinologista Luísa Ortiz Cabrera alerta que desequilíbrios associados à dieta podem estar ligados a alterações cutâneas e à queda capilar, especialmente quando há baixa ingestão de proteínas e minerais essenciais.
O tema ganha destaque na mudança de estação, sobretudo no Sul e no Rio Grande do Sul. Segundo o material divulgado, o inverno tende a favorecer hábitos alimentares mais calóricos na região. A médica aponta que a praticidade dos alimentos industrializados e a redução do hábito de cozinhar em casa podem contribuir para uma rotina com menor variedade nutricional.
O que a alimentação pode revelar na pele
Luísa Ortiz Cabrera é médica e professora de pós-graduação em Endocrinologia na Afya Educação Médica de Porto Alegre. Ela explica que condições como obesidade, diabetes, hipertensão e alterações nos níveis de gorduras no sangue podem estar relacionadas a manifestações na pele.
“A industrialização dos alimentos e a preferência por itens prontos favorecem o aumento da obesidade, diabetes, hipertensão e dislipidemias, como a hipertrigliceridemia. O que muitos não sabem é que todas essas condições estão intimamente relacionadas a manifestações e lesões na pele”, explica a médica.
Entre os exemplos citados pela endocrinologista está a acanthosis nigricans, caracterizada pelo escurecimento e pelo aspecto espesso e aveludado da pele em regiões de dobras. Ela também menciona os acrocórdons, pequenas lesões que se parecem com bolinhas, e alterações cutâneas associadas ao excesso de triglicerídeos.
Queda de cabelo também pede atenção à rotina
A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) é citada como fonte da estimativa de que mais de 40 milhões de pessoas no Brasil são afetadas pela queda capilar. De acordo com Luísa, uma alimentação desequilibrada, com pouca proteína de alto valor biológico e poucos minerais essenciais, pode contribuir para o enfraquecimento dos fios.
“A longevidade da pele e a força dos cabelos dependem diretamente de uma nutrição de qualidade”, afirma a endocrinologista. Ela acrescenta que, quando a alimentação oferece principalmente carboidratos refinados e gorduras de baixa qualidade, o organismo prioriza funções vitais e deixa tecidos periféricos, como a pele e seus anexos, em segundo plano. Segundo a médica, esse desequilíbrio pode acelerar o envelhecimento precoce.
Prato colorido, sem dietas restritivas
A proposta apresentada pela especialista não é recorrer a uma dieta restritiva, mas recuperar refeições variadas. O chamado “prato brasileiro de verdade” combina legumes, frutas, leguminosas e proteínas de boa qualidade. O material também informa que os ultraprocessados representam cerca de 20% da dieta dos brasileiros, segundo dados atribuídos ao IBGE/USP.
- Desembalar menos: substituir parte dos produtos industrializados por vegetais frescos e comida preparada em casa.
- Incluir proteínas de qualidade: ovos, carnes magras e leguminosas são exemplos mencionados pela médica.
- Observar mudanças persistentes: se a queda capilar ou as alterações na pele continuam, a orientação apresentada é investigar o metabolismo, em vez de se limitar à escolha de cosméticos.
Para Luísa Ortiz Cabrera, cuidar da alimentação é uma forma de apoiar a saúde da pele e dos cabelos e de prestar atenção a fatores que vão além da aparência. A recomendação divulgada é priorizar refeições equilibradas, sem tratar uma mudança cutânea ou a queda de cabelo como diagnóstico por si só.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



