Outubro Rosa: cuidado com a saúde além da campanha

O ginecologista, obstetra e escritor Albino Bonomi defende acompanhamento e prevenção ao longo de todo o ano.

Em outubro, prédios recebem iluminação cor-de-rosa e campanhas dão destaque à prevenção do câncer de mama. Para o médico ginecologista, obstetra e escritor Albino Bonomi, o período também pode servir como lembrete de que a saúde feminina precisa de atenção durante todo o ano.

Segundo Bonomi, a rotina intensa de trabalho, família e outras responsabilidades pode levar algumas mulheres a deixar os próprios cuidados em segundo plano. A mensagem, afirma, não é criar medo, mas incentivar uma relação contínua com a saúde, antes mesmo de surgir um sintoma.

Acompanhamento individualizado e prevenção

O médico defende que o acompanhamento considere a idade, o histórico e as necessidades de cada paciente. Essa atenção inclui procurar orientação profissional sem esperar necessariamente que algo esteja errado e manter os cuidados recomendados para cada fase da vida.

“Existe uma diferença importante entre tratar uma doença e cuidar da saúde. A medicina evidentemente precisa estar presente quando aparece um problema, mas também deve atuar na orientação, na prevenção e no acompanhamento. O ideal é que a mulher construa essa relação com os profissionais de saúde antes que apareça uma preocupação”, explica Bonomi.

Ao abordar o câncer de mama, o ginecologista ressalta que as recomendações de rastreamento devem seguir as orientações vigentes e levar em conta as características individuais, sobretudo quando há fatores que podem modificar o risco. Ele também destaca a importância de conhecer o próprio corpo e evitar que a prevenção seja conduzida pelo medo.

“O acompanhamento precisa ser individualizado. Não existe benefício em criar medo, mas existe um enorme benefício em criar consciência. Conhecer o próprio corpo e manter os cuidados recomendados para cada fase da vida são atitudes importantes”, afirma.

A mulher para além da maternidade

Para Bonomi, a assistência deve enxergar a paciente de maneira integral. Essa perspectiva está presente em seu livro Pré-Natal Humanizado – Gerando Crianças Felizes, que trata da gestação considerando também a dimensão humana e emocional vivida pela mulher.

“O pré-natal não deveria enxergar apenas uma barriga que cresce ou os resultados dos exames. Existe uma mulher vivendo uma enorme transformação física e emocional. Humanizar é entender quem é aquela pessoa, ouvir seus medos, suas dúvidas e suas expectativas”, explica.

Embora o livro tenha como foco a gestação, Bonomi considera que esse olhar pode se estender a outros momentos da vida. A mulher, na visão do médico, não deve ser reduzida aos papéis de gestante ou mãe, nem ser vista apenas como paciente quando aparece uma doença: há uma pessoa com história, sentimentos e necessidades próprias.

Cuidar de si também importa

O ginecologista chama atenção para mulheres que acompanham a saúde dos filhos, dos pais idosos e de outras pessoas da família, mas adiam os próprios cuidados. Ele defende que reservar atenção para si não deve ser entendido como egoísmo, e sim como parte da responsabilidade com a própria vida.

“É comum encontrarmos pessoas extremamente atentas à saúde de quem está ao redor, que sabem quando o filho precisa ir ao médico, acompanham os exames dos pais e cuidam de toda a família, mas adiam os próprios cuidados. Cuidar de si não é egoísmo. É parte da responsabilidade que devemos ter com a nossa própria vida”, afirma.

Assim, o Outubro Rosa pode deixar uma mensagem que ultrapassa o mês da campanha: prevenção e acompanhamento fazem parte do cuidado contínuo, com atenção às necessidades de cada mulher.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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