Chás na primavera: opções para beber quentes ou gelados

Isolda Prado recomenda limitar o consumo a até quatro xícaras por dia e evitar misturas caseiras de procedência desconhecida.

Com manhãs mais frescas e tardes ensolaradas, a primavera permite variar o preparo dos chás: eles podem ser servidos quentes nos dias amenos ou gelados quando a temperatura sobe. Camomila, hortelã, lavanda e erva-cidreira estão entre as ervas associadas à estação. A médica nutróloga Isolda Prado também faz um alerta sobre a quantidade consumida e a procedência das misturas.

Profa. Dra. Isolda Prado, médica nutróloga, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e professora de Nutrologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), recomenda limitar o consumo a até quatro xícaras por dia, cerca de 500 ml, e evitar misturas caseiras de procedência desconhecida. Ela também alerta para a importância de não transformar propriedades tradicionalmente atribuídas aos chás em promessas terapêuticas. Segundo a especialista, o consumo em excesso pode sobrecarregar o organismo, especialmente os rins e o fígado.

Quais chás combinam com a primavera?

Entre as ervas que florescem nessa época, Prado destaca camomila, hortelã, lavanda e erva-cidreira. A camomila tem aroma suave e costuma ser consumida em momentos de relaxamento, como no fim da tarde ou antes de dormir. A lavanda, de perfume floral marcante, pode ser usada em infusões delicadas e é associada a momentos de descanso.

A hortelã tem aroma refrescante, relacionado ao mentol, e pode ser apreciada quente ou gelada. A erva-cidreira, identificada no material como Melissa officinalis, tem aroma cítrico e sabor suave; é tradicionalmente associada a momentos de relaxamento e ao bem-estar digestivo. Essas descrições dizem respeito a usos tradicionais, não a garantias de efeitos terapêuticos.

Outras bebidas também podem acompanhar as mudanças de temperatura. O hibisco, de sabor levemente ácido, pode ser servido quente ou gelado. O chá verde com hortelã é apresentado como uma opção leve para manhãs amenas. Para dias mais frescos, o chai combina chá preto com especiarias como canela, gengibre, cardamomo, cravo e anis. Erva-doce e capim-limão, também chamado capim-santo ou capim-cidreira, aparecem como alternativas aromáticas.

Conforto não é o mesmo que tratamento

Na primavera, o aumento da concentração de pólen no ambiente pode favorecer rinite, tosse e outras alergias respiratórias. Algumas infusões são tradicionalmente consumidas para proporcionar sensação de conforto: a lavanda é conhecida pelo aroma relaxante, enquanto a buganvília, ou flor-de-primavera, é usada na medicina popular como aliada do bem-estar respiratório. Essas referências não equivalem a uma indicação médica nem garantem tratamento para alergias.

As oscilações de temperatura também tornam o preparo flexível. O chá pode ser servido quente nos dias amenos e gelado nas tardes mais quentes, contribuindo para a hidratação. Ainda assim, a orientação de Prado é observar o limite diário recomendado e não recorrer a combinações de procedência desconhecida.

Como dar mais aroma à infusão

Para variar o sabor, a médica sugere finalizar o chá com rodelas de laranja, um pau de canela ou folhas frescas de hortelã. São complementos simples para deixar a bebida mais aromática. A recomendação central permanece: apreciar as infusões com moderação e sem atribuir a elas promessas de saúde.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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