IA pode ajudar na reabilitação da dor no ombro?
Estudo com 46 pacientes avaliou exercícios monitorados por câmera; especialistas ressaltam que a tecnologia complementa, mas não substitui a avaliação profissional.
Fazer exercícios em casa é uma etapa fundamental na reabilitação da dor no ombro. Recentemente, um estudo publicado em 2026 avaliou o uso de um programa digital baseado em inteligência artificial (IA) e visão computacional para acompanhar os movimentos dos pacientes durante esses exercícios, oferecendo feedback em tempo real.
A pesquisa envolveu 46 pacientes com dor relacionada ao manguito rotador, divididos em dois grupos que realizaram tratamento por 12 semanas. Um grupo recebeu fisioterapia convencional, enquanto o outro combinou o mesmo tratamento com o uso do programa digital de IA. A ferramenta monitorava a execução dos exercícios por meio da câmera, auxiliando no acompanhamento domiciliar.
Resultados e considerações do estudo
Ao comparar os dois grupos, os pesquisadores observaram diferenças em alguns momentos do acompanhamento, especialmente em relação à dor e à função do membro superior. No entanto, o material divulgado não detalha a magnitude dessas diferenças nem especifica em quais fases elas ocorreram, o que impede conclusões definitivas sobre a eficácia da ferramenta para todos os pacientes com dor no ombro.
O Dr. Eduardo Malavolta, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC), destaca que a inteligência artificial pode ser uma ferramenta útil para ampliar o acompanhamento do paciente durante a reabilitação. “Ao utilizar a câmera para analisar a execução dos exercícios e oferecer feedback em tempo real, a tecnologia pode contribuir para que o paciente tenha mais segurança ao realizar os movimentos em casa e facilitar o acompanhamento entre as consultas ou sessões de fisioterapia”, explica.
Limitações e cuidados no uso da IA
É importante lembrar que a dor no ombro pode ter diversas causas, e a presença do sintoma isoladamente não configura um diagnóstico. Para identificar a origem da dor e definir o tratamento adequado, é necessária uma avaliação profissional que considere o histórico do paciente, exame físico e, quando indicado, exames de imagem.
Além disso, a inteligência artificial não deve ser utilizada pelo paciente para autodiagnóstico ou para decidir o tratamento de forma independente. As ferramentas digitais podem conter informações incorretas, incompletas ou desatualizadas, e nem sempre indicam claramente suas fontes. Portanto, o feedback sobre a execução dos exercícios não substitui a avaliação clínica individualizada.
“A mensagem que precisamos transmitir é a importância do equilíbrio entre inovação e segurança, entendendo a IA como uma ferramenta complementar, e não como substituta do médico ou do fisioterapeuta”, reforça Malavolta. A orientação profissional permanece essencial para determinar quais exercícios são indicados e como realizá-los corretamente durante a reabilitação.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



