Baguette, brioche e croissant: histórias além da vitrine
No Dia do Pão, conheça as origens, técnicas e usos de três clássicos franceses — e entenda por que o pão francês brasileiro tem outro caminho.
Baguette, brioche e croissant são ícones da panificação francesa que ultrapassaram as fronteiras da França para se tornarem referências globais. No Dia do Pão, celebrado em 16 de outubro, é oportuno conhecer as origens, técnicas e usos desses pães, além de entender a particularidade do pão francês brasileiro, que tem uma trajetória distinta.
Segundo informações do Le Cordon Bleu, a panificação francesa se divide em duas tradições principais: a boulangerie, focada na produção de pães, e a viennoiserie, que engloba preparos feitos com massas enriquecidas ou folhadas, como o brioche e o croissant, nos quais a manteiga desempenha papel fundamental.
Brioche amanteigado
O brioche é conhecido por sua massa macia, aveludada e sabor levemente adocicado, resultado da alta quantidade de manteiga na receita. Embora pães semelhantes possam ter sido consumidos na França desde o século IX, o primeiro registro da palavra “brioche” data de 1404, conforme citado no dicionário inglês “A Dictionarie of the French and English Tongues”.
Essa textura rica torna o brioche versátil na culinária. Ele aparece em preparos doces, como rabanadas e french toasts, e em sanduíches clássicos, como o croque monsieur e o lobster roll. Além disso, o brioche tostado é muito utilizado em hambúrgueres, conferindo maciez e sabor equilibrado.
Camadas do croissant
O croissant, cujo nome significa “crescente” em francês, é famoso pelo seu formato de meia-lua e pela textura folhada. Sua origem mais aceita remete à Áustria, onde o “kipferl”, um pão assado em formato crescente, teria inspirado a receita francesa.
O segredo do croissant está na técnica de laminação, que consiste em intercalar camadas de massa e manteiga, dobrando-as para formar a estrutura característica. O controle rigoroso da temperatura e do tempo durante o processo é essencial para obter as camadas e alvéolos típicos do croissant. Além do consumo tradicional no café da manhã, o croissant é versátil e pode ser usado em sanduíches, pratos salgados e sobremesas.
Baguette e pão francês
A baguette é um elemento central na rotina dos franceses, consumida em diversos momentos do dia. Uma combinação tradicional para o lanche da tarde, conhecido como “le goûter”, é rechear a baguette com manteiga e uma barra de chocolate. Em 2022, a baguette foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
Por outro lado, o pão francês vendido no Brasil é uma criação nacional inspirada na boulangerie francesa, especialmente na baguette. Os padeiros brasileiros adaptaram a receita para produzir pães menores, ideais para sanduíches e preparos na chapa. Portanto, apesar do nome, o pão francês brasileiro não é uma versão tradicional da França.
Tradição que se transforma
Esses três pães ilustram como técnicas e tradições da panificação francesa atravessam fronteiras e se adaptam a novos contextos, mantendo suas características essenciais: a riqueza amanteigada do brioche, as camadas folhadas do croissant e a simplicidade versátil da baguette. No Brasil, essa influência é significativa, refletida em um setor de panificação que faturou mais de R$ 164 bilhões em 2025, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (ABIP).
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



