Cirurgia de coluna ganha navegação sem rastreadores externos

Software combina imagens de tomografia e raio X para orientar fios usados na colocação de parafusos; disponibilidade varia conforme o país.

Uma nova tecnologia de navegação para cirurgias de coluna busca orientar a colocação de parafusos sem exigir câmeras, marcadores nos instrumentos ou referenciais fixados ao paciente. A Siemens Healthineers incorporou o software Vuze ao sistema de arco cirúrgico Cios Spin. A ferramenta combina imagens médicas para ajudar a posicionar fios usados durante procedimentos na coluna.

O recurso é voltado à colocação de fios de Kirschner, conhecidos como fios-K, que servem de guia para parafusos pediculares. Esses implantes são utilizados como pontos de ancoragem para estabilizar a coluna enquanto os ossos cicatrizam. A tecnologia oferece orientação por imagem durante o procedimento; não se trata de um sistema que realiza a cirurgia de forma autônoma.

Como funciona

O Vuze combina o planejamento tridimensional feito antes da operação, a partir de tomografia computadorizada (TC), ou imagens de tomografia de feixe cônico (CBCT) obtidas durante a cirurgia, com imagens intraoperatórias de raio X. A proposta é fornecer orientação contínua sem depender de equipamentos externos de rastreamento, como câmeras ópticas e marcadores.

Segundo a empresa, o software foi integrado ao arco cirúrgico Cios Spin. A Siemens Healthineers também planeja estender a integração a outros arcos em C móveis 2D, móveis 3D e robóticos 3D. O anúncio não significa que a tecnologia já esteja disponível em todos os países: a própria companhia informa que os recursos mencionados podem não estar aprovados ou liberados para comercialização em todas as regiões.

Precisão em teste

Em um estudo experimental citado no material da empresa, a colocação de parafusos em modelos artificiais de coluna alcançou precisão de até 96,7% com a orientação sem rastreadores. Esse resultado se refere a modelos, não a pacientes. O release também cita uma meta-análise segundo a qual técnicas navegadas tiveram precisão mediana de até 95%, em comparação com 92% usando apenas fluoroscopia.

Os números vêm de estudos diferentes e não devem ser lidos como garantia de resultado para cada cirurgia. O posicionamento adequado dos parafusos é importante porque uma colocação incorreta pode trazer riscos a estruturas próximas e comprometer a estabilidade do implante.

Disponibilidade e indicação

De acordo com o material, o Vuze recebeu liberação da FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, pelo processo 510(k), para procedimentos de fusão e fixação da coluna, vertebroplastia e cifoplastia entre T7 e L5, com o paciente deitado de barriga para baixo. Essa informação não confirma aprovação ou comercialização no Brasil.

O avanço acompanha a busca por técnicas minimamente invasivas, que podem reduzir danos aos tecidos e o tempo de recuperação. Ainda assim, a escolha de recursos de navegação e da abordagem cirúrgica depende da avaliação da equipe médica e das condições de cada paciente.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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