Primavera úmida no Paraná aumenta riscos de alergias e mofo em casa
Chuvas acima da média até dezembro favorecem umidade e proliferação de fungos, alerta Secretaria de Saúde
Com o início da primavera, o Paraná enfrenta uma previsão de chuvas acima da média até dezembro, conforme o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Esse cenário, associado ao fenômeno El Niño, que deve atingir seu pico entre a primavera e o verão, favorece a umidade elevada, criando condições ideais para o desenvolvimento de mofo e bolor em ambientes fechados.
Mofo e bolor são colônias de fungos microscópicos que prosperam em locais úmidos, quentes e com pouca ventilação. A inalação dos esporos liberados por esses fungos pode desencadear reações alérgicas, inflamando as vias respiratórias e provocando sintomas como obstrução nasal, espirros, coceira, coriza, tosse seca e olhos lacrimejantes.
Identificando os sintomas e cuidados essenciais
É importante observar se os sintomas pioram em determinados ambientes e melhoram ao sair deles, o que pode indicar a presença de agentes alérgenos como fungos e ácaros. Contudo, nem toda reação ao ambiente significa rinite alérgica, sendo recomendada a avaliação por profissional de saúde para diagnóstico preciso.
Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, como asma, rinite e sinusite, são mais suscetíveis a esses efeitos e devem redobrar os cuidados. Além disso, a alternância entre calor e frentes frias típica da estação pode irritar as vias respiratórias, agravando os sintomas.
Medidas para reduzir mofo e alergias em casa
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) orienta algumas práticas para minimizar a umidade e o acúmulo de poeira, reduzindo a proliferação de fungos e ácaros:
- Consertar infiltrações e vazamentos hidráulicos, além de manter os ambientes bem ventilados.
- Remover o mofo visível e higienizar locais pouco acessados, como atrás de móveis, dentro de armários, forros, paredes e aparelhos de ar-condicionado.
- Evitar tapetes e carpetes, especialmente nos quartos, lavar cortinas regularmente e utilizar capas antialérgicas impermeáveis em colchões, almofadas e travesseiros, lavando-as a cada três semanas.
- Lavar e expor ao sol roupas guardadas por longos períodos antes do uso.
Embora o pólen continue sendo um importante agente causador de alergias na primavera, o aumento da umidade e a presença de fungos podem roubar a atenção, exigindo cuidados específicos para evitar crises respiratórias.
Atendimento e tratamento pelo SUS
O tratamento para alergias respiratórias no Sistema Único de Saúde (SUS) começa na Atenção Primária, nas Unidades Básicas de Saúde dos municípios. Caso necessário, o paciente é encaminhado para a Atenção Especializada, com especialistas como alergologistas, pneumologistas ou dermatologistas.
Segundo estimativas da Organização Mundial de Alergia (WAO), cerca de 30% da população mundial possui algum tipo de alergia. No Brasil, a rinite alérgica atinge aproximadamente 30% da população, conforme dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que, até 2050, metade da população global poderá ser afetada por alergias devido às mudanças climáticas.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



