Autismo em adultos: 5 sinais que podem passar despercebidos

Do incômodo com mudanças à exaustão social, neurologista destaca características que merecem atenção, mas não confirmam autismo isoladamente.

Muitos adultos vivem anos sem saber que estão no espectro autista, com o diagnóstico ocorrendo frequentemente após os 30 ou 40 anos. O neurologista Matheus Trilico, especialista em autismo e TDAH em adultos, explica que certos sinais podem passar despercebidos por muito tempo, especialmente quando a pessoa desenvolve estratégias para se adaptar socialmente e esconder desconfortos.

1. Hiperfoco em interesses específicos

Alguns adultos autistas dedicam horas intensas e prolongadas a um tema ou atividade, adquirindo profundo conhecimento. Esse envolvimento vai além de um simples interesse, caracterizando-se pela intensidade e persistência.

2. Dificuldade com pequenas mudanças de rotina

Alterações que parecem simples para a maioria, como mudanças de horário ou imprevistos, podem causar irritação, ansiedade e sensação de perda de controle. A necessidade de previsibilidade torna essas mudanças especialmente desconfortáveis.

3. Hipersensibilidade sensorial

Além do barulho, luzes, cheiros, texturas de roupas e certos alimentos podem provocar incômodo intenso. Situações comuns para muitos podem ser bastante desconfortáveis para quem apresenta essa sensibilidade.

4. Mascaramento social exaustivo

Muitos adultos aprendem a observar e imitar comportamentos socialmente esperados, ensaiando respostas e controlando gestos para parecer mais adaptados. Esse esforço constante pode ser cansativo e atrasar a identificação do autismo.

5. Exaustão após interações sociais

Mesmo encontros agradáveis podem demandar grande esforço. Após reuniões, festas ou compromissos, algumas pessoas sentem necessidade de isolamento para se recuperar física e emocionalmente.

Reconhecer padrões não confirma diagnóstico

Matheus Trilico ressalta que essas características podem ajudar a entender dificuldades que foram interpretadas como timidez ou traços de personalidade. Contudo, o diagnóstico deve considerar o conjunto dos sinais, a história de desenvolvimento e uma avaliação especializada.

“Reconhecer esses sinais pode ser um primeiro passo para o autoconhecimento e, quando necessário, para buscar uma avaliação adequada”, afirma o neurologista.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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