Alzheimer: filha relata melhora com cannabis medicinal

Vânia cuida da mãe em tempo integral e observa menos agitação após início do tratamento acompanhado por médica

Tomar banho, se alimentar e conversar passaram a acontecer com mais tranquilidade na rotina de Vânia Barros e da mãe, Valderês Longo Xavier de Barros, que tem Alzheimer. Segundo a filha, que cuida dela sozinha e em tempo integral, a mudança veio após o início de um tratamento com cannabis medicinal, com acompanhamento médico. É uma experiência individual, não uma promessa de resultado para outras famílias.

Antes disso, a agitação tornava o cotidiano difícil. “Mamãe estava muito agressiva, me machucava, brigava com os familiares sem razão, uma fixação por nada”, conta Vânia no material divulgado.

Uma rotina mais tranquila

Depois de ouvir falar sobre cannabis medicinal, Vânia pesquisou e procurou uma clínica especializada. A mãe passou a ser acompanhada por uma médica e iniciou o tratamento no fim de junho, segundo o relato, que não informa o ano.

A filha diz ter percebido diferenças em cerca de uma semana. “Ela ficou mais doce e calma, tomava os remédios sem reclamar”, lembra. A melhora relatada também alcançou outros momentos do cuidado: “Agora a paz chegou. Ela se alimenta melhor, conversa, toma banho. Melhorou muito mesmo”.

Para Vânia, essas mudanças significaram uma convivência mais serena. O material, porém, não apresenta estudos, avaliações clínicas detalhadas ou informações sobre a formulação utilizada. Por isso, a experiência não permite concluir que o mesmo acontecerá com outras pessoas.

Cannabis medicinal e acompanhamento

A médica Mariana Maciel, à frente da Thronus Medical, empresa canadense que desenvolve nanofármacos à base de cannabis, diferencia o alívio de sintomas do tratamento da doença. “A cannabis não trata o Alzheimer, mas pode devolver qualidade de vida”, afirma.

Ela também ressalta a necessidade de individualizar o cuidado, especialmente entre idosos que usam outros medicamentos. “Cada paciente é um paciente, mais ainda o idoso, que costuma tomar outros remédios. Tem que começar com dose baixa, ajustar com calma e acompanhar de perto”, explica.

No caso de Valderês, Vânia conta que envia semanalmente à equipe médica um relatório sobre como a mãe está. Esse acompanhamento faz parte da história relatada; o depoimento não deve ser entendido como orientação para iniciar ou ajustar um tratamento por conta própria.

O cuidado além do tratamento

A rotina das duas também é feita de comida preparada conforme a vontade da mãe, fotografias e conversas. Vânia diz que escolheu assumir o cuidado integral e procura maneiras de fazê-la sorrir.

“Sei que o Alzheimer não tem cura, mas a gente pode melhorar a vida dela. Faço de tudo para ela ter um dia feliz”, afirma. Mais do que apresentar um tratamento como solução, sua história coloca no centro a dignidade de quem vive com a doença — e o cotidiano de quem cuida.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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