Phubbing: quando o celular afasta o casal e a intimidade
Estudo aponta que 46,3% dos entrevistados já foram ignorados pelo parceiro por causa do celular; combinados ajudam a preservar a conexão.
Você está contando como foi o dia, mas a pessoa ao lado não tira os olhos das notificações. Essa sensação de disputar atenção com o celular tem nome: phubbing. Em um estudo publicado na revista científica Computers in Human Behavior, 46,3% dos entrevistados disseram já ter sido ignorados pelo parceiro por causa do aparelho. Para quem reconhece a cena, a questão é como recuperar espaço para a conversa e a intimidade.
A pesquisa, dos pesquisadores James Roberts e Meredith David, também apontou que 22,6% dos participantes relataram conflitos provocados por esse comportamento. Os autores observaram uma relação entre a queda na satisfação com o relacionamento e a satisfação com a própria vida. O material divulgado não informa a data, o tamanho da amostra ou o país do levantamento.
O que é phubbing?
O termo reúne as palavras inglesas phone, telefone, e snubbing, ignorar ou desprezar. Na prática, descreve o hábito de priorizar a tela durante uma interação presencial, deixando quem está ao lado em segundo plano.
Isso não significa que o celular seja incompatível com uma boa relação. Ele também serve para manter contato durante o dia, organizar a rotina e encurtar distâncias. O ponto é o espaço que ocupa quando o casal está junto.
Atenção dividida e desejo
Segundo a especialista em saúde sexual Sanny Rodrigues, responder mensagens enquanto o parceiro conversa pode transmitir a ideia de que a tela é mais importante, mesmo sem essa intenção.
Ela explica que o distanciamento pode acontecer aos poucos, quando deixam de existir pequenas trocas: contar sobre o dia, demonstrar carinho ou prestar atenção no outro.
“Desejo não depende apenas de atração física. Intimidade, disponibilidade emocional e curiosidade pelo outro também fazem parte. Quando o casal está fisicamente junto, mas conectado a telas o tempo todo, surge uma sensação de proximidade sem presença real”, diz Sanny.
Combinados para estar presente
A proposta da especialista não é proibir o aparelho, mas reservar espaços livres de distrações. Em vez de transformar o assunto em uma disputa sobre quem usa mais o celular, vale conversar sobre os momentos que os dois querem preservar.
- Uma refeição: dedicar esse intervalo à conversa.
- A chegada do trabalho: separar os primeiros minutos para se reconectar.
- Antes de dormir: combinar um período sem notificações.
- Ao longo do dia: perguntar com atenção como o outro está e ouvir a resposta.
Não se trata de estar disponível o tempo inteiro. A ideia é que os momentos escolhidos tenham presença de verdade — e que o incômodo com a tela possa ser conversado, sem precisar se acumular.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



